Mesmo que o que tenhas feito te tenha levado onde estás hoje, quero que saibas que podes sempre mudar o rumo da história. A primeira coisa a fazer não é, ao contrário do que nos fazem crer, pedir perdão aos outros. Mesmo que isso seja o mais difícil para ti neste momento, a pior tarefa é perdoares a ti mesmo. Tens que tentar entender que o que fizeste, a decisão que tomaste, foi a mais acertada para ti a dada altura. Considera que o que se passou foi apenas uma parte de ti que fez algo injustificável aos olhos dos outros, mas que foi criado por um conjunto de situações, construído com as ferramentas de que dispunhas na altura. Esse, foste tu ontem. Hoje és alguém diferente. Hoje és alguém que pensa, age e vive de maneira diferente. Mesmo que olhes para trás e não sintas arrependimento, Mesmo que ainda hoje sintas que estavas certo, nem por isso és a mesma pessoa que foste no passado. És um ser em constante mudança. Mas então porque te sentes tão perdido? O que te faz remoer no que passou, insistindo na mesma tecla, revendo a cena uma e outra vez, procurando justificação para o que te aconteceu? Não vês que podes estar a pagar a factura das tuas acções, e ao mesmo tempo ires mudando o que aí vem? Para quê? Para não perpetuares essa maneira de estar e ver a vida, que te leva sempre ao mesmo lugar, numa espiral de revolta, problemas e tristeza. Despe o fato que envergavas na altura em que tudo começou. Perdoa-te por teres tomado esse rumo e decide que queres fazer diferente. Claro que não podes mudar quem tu és. Isso não seria natural. Mas podes começar a agir para os outros do mesmo modo que gostavas que agissem contigo. Pode parecer difícil principalmente com pessoas das quais não gostas. Mas esses serão sempre os melhores mestres que poderás ter. A partir do momento em que começas a agir assim, tudo à tua volta se altera como que por magia. Quem te rodeia não te reconhecerá e será como chegares a um local novo, rodeado por estranhos. No principio podes até ser alvo de desconfianças, mas quando tomares esta consciência, nada disso te vai incomodar. Os que te amam vão estar mais presentes. Os que desconfiam das tuas intenções vão afastar-se e os que realmente reconhecerem a tua energia, vão ver-te com outros olhos e poderão até ajudar-te na caminhada. Por isso, despe o fato que tinhas e veste outro. O fato da pessoa que gostarias de ser e que no fundo sabes que és. Nunca é tarde para mudar de "roupa". E o roupeiro do Universo tem um sem fim de indumentárias pronto a ser usado. Lembra-te que as melhores roupas não são as mais bonitas, mas sim as que te fazem sentir mais confortável. As melhores cores não são as ultimas tendências de moda, mas sim as que te fazem sentir mais confiante. Os melhores sapatos não são os mais atraentes, mas os sapatos dos outros, as lições de vida que podes aprender ao colocares-te no lugar do outro e, a partir daí, escolheres o que faz mais sentido para ti. É por isso que em vez de criticarmos as atitudes alheias, devemos colocar-mo-nos na pele dos outros. Visualizar o que seriamos nós capazes de fazer se algo parecido nos acontecesse. Sei que tens tempo, muito tempo para pensar em tudo isto. E mesmo que não queiras mudar tudo de uma vez, podes sempre colocar um adereço diferente de vez em quando. A guerra não se ganha de uma vez, mas sim em sucessivas batalhas.
Bem vindos!
Conta-me histórias é um blog onde vos mostro alguns dos meus trabalhos e onde podemos falar de tudo um pouco. Apresenta certos assuntos que acho relevantes e interessantes, sempre aberta a conselhos da vossa parte no sentido de o melhorar. Obrigado pela vossa visita. Fico à espera de muitas mais.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O que poderia ser, mas não foi
Somos pequenos demais para entender as voltas
do destino. Somos prematuros quando sentimos que sabemos o que a vida nos
reserva. Não. Nunca poderia imaginar que precisávamos de viver tanto para
compreender o nosso amor. Não acreditaria se me dissessem que teria de passar
tantos anos longe de ti para compreender a dimensão do nosso afecto. A nossa
união só pode ter sido acordada num plano astral divino e incompreensível ao
olhar humano.
Nunca, nem no meu sonho mais inacreditável
entenderia que o nosso primeiro beijo me ligaria a ti desta forma. Tu andavas à
deriva, procurando desesperadamente fugir a uma família que tudo te dava menos
conforto emocional. Eu, recém órfã de pai, empurrada para uma vida que não
queria e que me desamparava a cada passo do caminho. Dois ingredientes
perfeitos para um cenário de paixão apenas possível de ser traduzido com gestos
de ternura. Vivemos grandes aventuras, percorremos quilómetros fugindo a uma
realidade apenas compreendida por nós. Aos olhos dos outros éramos loucos por
sair do conforto do lar rumo a um futuro incerto e pouco promissor. Mas assim
foi e em tempo de adolescência rumamos ao nosso paraíso sem medo do mundo. Sim,
o amor e uma cabana. Sem mais nada para além do que sentíamos um pelo outro.
Quis a vida forçar o destino a trazer-nos à realidade dos comuns mortais e
tornar-nos ovelhas iguais às demais. Uma casinha, dois empregos, uma vida de
consumismo e de correria. Os sonhos foram adiados, os projectos substituídos em
nome da normalidade e do bem-estar. Não do nosso, mas do dos outros. Daqueles
que diziam que a nossa relação não duraria três meses. Mas durou, durou até
três anos. Altura em que eu me esforçava por te mostrar que era uma mulher
exemplar e que tu me fazias ver que ainda era cedo para assentar e tornarmo-nos
sérios e responsáveis.
Uma altura propícia para a tentação se
instalar no nosso grupo de amizades, no nosso sofá e por fim na nossa cama.
Foste o meu primeiro amor e aquele que me deu a provar pela primeira vez o
gosto amargo da traição.
Sofri por todos os poros. Sofri do mesmo modo
como te amava. Longa e profundamente. Confusa e perdida, só tinha duas opções
para lidar com a situação: odiar-te ou amar-te de morte. Ensinaste-me a ver o
mundo, ensinaste-me a voar alto, ensinaste-me a não ter medo de ser feliz,
ensinaste-me a enfrentar o futuro que julgava não existir. Nunca me ensinaste a
odiar-te. E nesse momento de dor profunda parecido com um luto sem corpo, fiz o
que sabia fazer melhor. Amei-te ainda mais e abri mão de ti. Sabia, mesmo sem
me aperceber, que apenas na liberdade existe o amor verdadeiro.
Ironia do destino ou vontade do Universo, a
promessa de aventura que te fizeram foi uma fraude. E de repente, ali estavas
tu a pensar na última vez que te tinhas sentido feliz, seguro, amado. Os meus
olhos vieram-te à lembrança, o meu abraço fez-te falta, a minha boca ainda te
beijava sempre que sonhavas. Eu tinha que voltar a ser tua. Mas será que ainda
havia tempo? Tinhas que tentar. Tinhas que ter certeza de que o teu pecado
tinha perdão.
Não havia nada a perdoar pois não tinha
existido condenação. A dor da tua perda apenas me tinha deixado espaço no
coração para um vazio impossível de preencher por outro. Só tu, apenas tu
poderias ocupar o lugar vago da minha infelicidade.
E assim, como uma fénix que se ergue das
cinzas, permiti que a vida fizesse sentido novamente e deixei-te regressar como
se tivesses apenas saído por um breve momento. Sem represálias, sem perguntas,
sem condições.
Mais três anos volvidos, foi a minha vez de
querer ver o mundo para além dos teus braços. A nossa relação tinha-se tornado
uma poça de água estagnada. A vida não podia ser só o que tínhamos. Iludida
pensei que ainda não sabia tudo o que havia para saber em relação ao amor. Como
estava enganada. Como fui cega em não perceber que o amor era assim mesmo: uma
constante e frágil construção que não pode ser abalada por meras ilusões
carnais ou por aventuras instantâneas.
Deixei-te, confesso, com um gosto mórbido de
uma doce vingança adiada. Agora sim estávamos quites. Ou será que não? Ou será
que foi tudo um adiar de sentimentos e da vida que poderia ter sido?
Apenas sei que nos doze anos que se passaram
depois disso, a nossa vida passou a ser a vida de outros. O amor que sentíamos
um pelo outro foi dividido por outros e multiplicou-se por outras vidas que
desconhecem o sentimento que nos une, mas que mesmo assim fazem parte desse
começo, desse primeiro beijo. Soube disso há um mês atrás quando atendi o
telefone e ouvi a tua voz, passado tanto tempo. Sei disso hoje, quando me dizes
“oi” através do Facebook. Saberei disso para sempre, quando tudo o que vivemos
vem ao de cima sempre que penso em ti. Que nome se dá a uma união assim? Ao fim
de tanto tempo, ainda sinto o teu cheiro, o teu toque, o teu sorriso ainda me
apaixona.
É como se a tua imagem me elevasse ao mais
alto patamar dos sentidos, abrindo-me a porta num regresso a casa adiado pelas
malhas do destino.
Hoje, passados doze anos, encontro-me contigo
longe de tudo o que nos fez quem somos agora, trocando fotografias dos nossos
filhos. Os filhos que são nossos, mas dos outros. As memórias que trocamos são
com outros seres que nos apanharam pelo caminho e do que restava fizeram novas
famílias, novas vidas a que chamam suas. E as nossas? Onde estão as nossas
vidas?
Percebemos entre risos nervosos que criamos
os filhos dos outros e tivemos os nossos próprios filhos. Ela já tinha uma
filha e ele também. Acolhemos os filhos dos outros como nossos e no caminho
ainda fomos pai e mãe. Como foi semelhante a nossa história depois do adeus.
Disse-te que nunca imaginei ver-te a criar um filho que não fosse teu.
Respondeste que nunca conheci na realidade quem tu eras. Se calhar tinhas
razão. Será que me conheceste a mim? Pensando bem, que interesse tem isso
agora?
Não sei o que pensar deste nosso reencontro.
Confesso que vim aqui sem querer, mas querendo. Bastou uma simples frase para
mexeres de novo no meu mundo e desarrumares a sala dos meus sentimentos. “Estou
em Lisboa.”
O meu tradutor emocional leu “Estou aqui. Bem
perto e ainda penso em ti.” Será que me enganei? Será que agora que estamos
ambos divorciados de uma vida que não era a nossa, sentimos falta do que
parecia morto há tanto tempo? Será que a solidão nos toldou o juízo?
Seja o que for as horas estão a passar como
minutos e cada vez é mais difícil sair de perto de ti. Pelo meio de conversa de
conveniência, os nossos olhares cruzam-se como se tivéssemos medo de nos
enfrentar. Ambos sabemos o que pode acontecer se nos fitarmos por muito tempo.
Até que acontece o mais temido: acabou o assunto trivial e incómodo para dar
lugar a um silêncio cheio de cumplicidade. Baixas a cabeça e suspiras fundo,
como quem procura todo o oxigénio dentro do corpo para soltar um grito abafado
pelo tempo. O meu coração acelera o ritmo, como se o botão de pânico tivesse
sido activado. Levantas a cabeça e fixas os teus olhos nos meus. É essa a tua
arma mais letal e tens consciência disso. Quantas vezes dei por mim perdida
nesses olhos. Desta vez não foi excepção. Vejo que os anos não te fizeram perder
o jeito de felino. Fascina-me o modo como imobilizas a preza apenas com um
olhar. Sinto a cada batida do meu coração que podes atacar a cada momento.
“Senti muito a tua falta.”
O meu silêncio incomoda. Tento parecer
distante, mas na verdade estou petrificada. Já fazia algum tempo que não ouvia
algo tão simples e ao mesmo tempo tão forte. E agora? Devo retribuir? Devo
fugir? Devo simplesmente entregar-me ao desejo de me sentir desejada, ao fim de
tanto tempo? De repente sou outra vez menina assustada e frágil, louca de
desejo pelo meu primeiro amor.
As minhas dúvidas, os meus medos, tudo se
dissipou como fumo ao vento no momento em que a sua mão tocou a minha. Sim,
tudo fazia sentido. Aquele era sem dúvida o amor que eu tinha posto em espera
durante todos estes anos. Aquele foi o amor do qual eu me privei, acreditando
que tinha feito as melhores escolhas.
“Também senti a tua falta. Mais do que
pensava.”
“O que fazemos agora?”
A vida ensina constantemente que existem
gestos que dispensam qualquer palavra. Nada mais havia a fazer se não beijá-lo
e acreditar que tinha realmente regressado a casa. Ainda hoje me surpreendo com
a energia que é gerada por um beijo. Senti-a percorrer o meu corpo de um
extremo ao outro. Regressei àquela rua onde o tinha beijado pela primeira vez
numa noite fria de Outubro. Confirmei que não foi o frio que me fez vibrar
dessa vez. Tal como não era agora. Era a energia pura e certeira do cupido. A
mão de Deus a abençoar uma relação que foi combinada nos céus. O reencontro de
duas almas gémeas que se amavam num plano incompreensível ao comum mortal.
Que se dane o mundo, que se dane o
politicamente correcto e o que os outros entendem como normal. O racional não
era chamado para o momento. A mente era agora um empecilho de que a alma
precisava urgentemente de se libertar. Aqui, no agora, apenas há espaço para os
nossos corpos nus e famintos de afecto. A saudade deu lugar a um banquete de
pecados. Nada pode contra o amor que sentimos um pelo outro. Nem a distância
física, nem a temporal nos privou de nos reencontrarmos. O que aconteceu até ao
mais comovente dos poetas deixou sem palavras. Foi amor do mais puro que Deus
criou.
“Só volto para a vida se a vida for ao teu
lado. Caso contrário fico aqui para sempre deitado, abraçado a ti. Não tens
noção das vezes que sonhei com este reencontro. Não podes imaginar o esforço
que tive de fazer para não largar tudo e vir a correr à tua procura.”
“Não valia de nada. Agora entendo que ambos
precisávamos de espaço e tempo para crescer. Não há nada que eu queira mais
neste momento do que ficar ao teu lado, mas…”
“Mas…”
“Mas, achas que conseguimos mesmo voltar ao
que éramos?”
“Não. Acho que depois de tudo o que passamos,
vamos conseguir muito mais.”
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
O fim do mundo... em cuecas!
O grande tema da actualidade mudou da crise para o fim do mundo. Segundo a crença de muitos, estas serão as últimas palavras que escrevo. Contando que o mundo acaba dia 21 de Dezembro de 2012, tenho pouco mais de uma hora para editar esta postagem. Isto se o fim do mundo se iniciar em Portugal. Parece que ainda nada se passa do outro lado do mundo. As noticias ainda não fazem referência a nenhuma catástrofe. Coisa que, pensando bem, seria impossível. Pois se o mundo acabou do lado oposto ao nosso, não há maneira de avisar este lado. Tudo isto se torna mais ridículo a cada noticia ou comentário sobre o assunto. Prevejo que pelo andar da carruagem ainda acabamos todos a rir até às lágrimas com tanta estupidez. Senão, vejamos:
"Países apressam preparativos para o "fim do mundo": Este é o titulo que encontrei num site que explica a confusão instalada pela polémica. Ora se o fim do mundo se aproxima a passos largos, não vejo relevância em fazer qualquer preparativo. Será que o fim do mundo terá honras de Estado? Ou será que é como o Carnaval, com direito a samba e a gigantones? Que raio de preparativos se poderão fazer para a extinção da raça humana?
Com a aproximação da data, muitas pessoas em países como Índia, Austrália e China, entre outros, começaram a se preparar para o pior, arrumando suprimentos e abrigos. Outros preferem organizar cerimónias e até grandes festas para ter uma última noite de diversão antes do Apocalipse: Uma ultima noite de diversão até entendo, mas esconder-se num abrigo com toneladas de alimentos, parece-me estúpido. Alôôôô! É o fim! Ninguém mais vai ter sede, fome, frio ou calor.
Entre os que lucram com a data, estão empresas de turismo do México, Belize, Guatemala, Honduras e El Salvador, que vendem pacotes e promoções com o lema "O Fim do Mundo Como Conhecemos": Estes não acreditam no fim do mundo. São movidos pela ganância. Os que acreditam e compram os tais pacotes, vão realmente assistir de camarote ao fim do mundo como o conhecem, mas será só quando virem as contas dos cartões de crédito a aumentar e tiverem de empenhar os anéis, os dedos e tudo o resto. Aí sim, vai ser o fim do mundo...em cuecas!
Nos antigos sítios arqueológicos da civilização maia, a sexta-feira será um dia de muitos rituais, conferências e espectáculos: Visto que cada dia tem 24 horas e ninguém lá na civilização maia se lembrou de marcar a hora do evento, espero que tenham tempo para tantos espectáculos, conferências e rituais. Será que o fim do mundo vai assistir a tudo isto até ao fim e só depois vai acontecer? Sim, porque isto de organizar estas coisas é muito dispendioso. Seria uma pena se no final a estrela da festa não comparecesse. Já estou a imaginar a Lili Caneças a comentar: "Foi de uma falta de chá imperdoável! Depois de tanto trabalho, faltar ao evento mais importante do ano. Isto não é nada elegante. Já não se fazem fins do mundo como no meu tempo." Ao que o Castelo Branco respondia: "Cala-te, bicha! Que eu não aluguei esta porchete da Prada para isto acabar assim da noite pró dia."
No vilarejo de Bugarach, na França, a montanha do local teve seu acesso fechado. Existe uma crença de que, quando o calendário maia se encerrar nesta sexta-feira, a montanha vai se abrir, alienígenas vão aparecer e os humanos que estiverem por perto poderão ser levados por uma nave espacial. Prevendo o aumento do movimento na cidade de cerca de 200 habitantes, centenas de policiais foram enviados para reforçar a segurança. Os moradores receberam passes especiais para transitar pelo vilarejo: Isto é discriminação. Então os cabrões dos ET's só têm espaço para levar quem estiver por perto? Entre moradores e a policia, safam-se umas centenas. E os outros, pá? Bem, pensando melhor, aqui em Portugal tem sido pior. Nem a policia é poupada ao fim do subsidio de férias, natal e outros fins que agora não me ocorrem.
Na Rússia, um abrigo a 56 metros de profundidade, o Bunker 42, está promovendo uma festa que deve durar dois dias. O local tem espaço para 300 pessoas, mas o preço do ingresso é caro: + ou - mil euros por pessoa: Mais uma discriminação. A discoteca do momento só serve os afortunados de berço. E que história é essa de uma festa de dois dias? Então mas isto dura mais de um dia?
Na Turquia, no vilarejo de Sirìnche, os moradores estão promovendo um novo vinho local, que traz o número 2012 no rótulo. É um vinho tinto e seco com teor alcoólico mais alto, feito especialmente para esta sexta-feira: Esta até é compreensivel. Ao menos assim não se sente nada. O risco de ressaca é inexistente e ninguém fica para contar se é bom ou não.
A polícia na China prendeu membros de um culto apocalíptico acusado de espalhar boatos sobre o fim do mundo. Segundo a imprensa estatal do país, quase mil integrantes do grupo cristão Deus Todo Poderoso foram presos. A seita prevê que, a partir desta sexta-feira, vão ocorrer três dias de escuridão e pediu que seus membros derrubem o governo comunista chinês: Bem, deve ser porque os comunistas chineses vêem mal no escuro. Por cá é mais verem coisas que não existem, como igualdade para todos, trabalho para todos, melhores condições de vida para todos...
Um agricultor da província de Hebei, Liu Qiyan, não apenas acredita, como construiu sete esferas de fibra de vidro, com capacidade para receber 14 pessoas cada uma. O agricultor afirma que elas também poderão boiar em caso de inundação e estão equipadas com tanques de oxigénio e suprimentos. "Se realmente acontecer algum tipo de Apocalipse, então você pode dizer que fiz uma contribuição para a sobrevivência da humanidade", disse Liu: Errado! Se realmente existir algum tipo de Apocalipse, conseguirá colocar 98 pessoas a boiar no Universo, respirando por palhinhas e comendo enlatados. Não sei se não será melhor o fim do mundo. Imaginem que esses enlatados são de feijoada à transmontana. Se não morrem do mal, morrem da cura. Além disso, alguém devia informar o senhor de que isto não se trata de um diluvio, mas sim de bolas de fogo. De que serve boiar?
Bem, seja como for, espero que seja rápido. E tal como dizia o saudosissimo António Feio, "não deixem nada por dizer, nem nada por fazer". Mesmo que nada façam, ao menos lembrem-se de dizer amo-te aos que mais lhes são queridos. Não acredito no fim do mundo, mas acredito que no dia da partida, será a única coisa que levamos connosco: a imagem e o sentimento que temos por quem amamos. Acredito sim, que a raça humana está a chegar a um patamar de evolução que separa o trigo do joio, derrubando as barreiras da comunicação e mostrando-nos da maneira mais dolorosa o que realmente importa. A fonte é e será sempre a mesma. O fim, esse, será o que nós escolhermos para nós próprios.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Natal com mais brilho
domingo, 16 de dezembro de 2012
As aranhas e os caracóis
Imagino que não serei a primeira e muito menos a ultima a sentir isto, mas já se deram por vocês a serem quase invisíveis aos olhos dos outros? Invisíveis não será talvez o melhor termo. É mais fazerem de conta que não andam cá e que não são assim tão importantes como pensam. Como exemplo disto, apenas posso dar o do peixe dentro do aquário, que anda sempre em círculos, observando todos em seu redor, mas sem ter hipótese de reclamar alguma atenção. De vez em quando lá se lembram que o peixe tem de comer, mas na maioria das vezes, limita-se a ser um bonito ornamento de uma qualquer sala de estar. O peixe ainda tem sorte, porque está protegido dos predadores, mas o ser humano estará sempre à mercê dos seus semelhantes. E como é distorcida a mente humana, quando se serve de chavões e do politicamente correcto para viver em "sociedade". Sempre gostei de chamar os bois pelos nomes e de colocar tudo em pratos limpos. Dou preferência a uma pessoa que me diz na cara o que pensa, ainda que me doa, do que aquele que me enreda em palavras mansas e palmadinhas nas costas. Sinto sempre que procura o melhor local no lombo, para me espetar a faca. E os paninhos quentes! Esses então são o meu prato de eleição. E toda esta dança de compasso falso e arrastado é muito mais confusa do que parece. Dou por mim a fazer o jogo dos outros e a deixar de dizer o que penso, com medo de retribuir o mau estar que me causam. Esta noite sonhei com algo que me deixou pensativa. No meio da confusão a que já me habituei nos meus sonhos, vi um cem numero de caracóis rodeados por teias com as suas respectivas aranhas. Fiquei intrigada com o que vi, mas não esperei muito para constatar que vivo rodeada de pessoas com este tipo de personalidade. Os caracóis, são aqueles que amo, mas que atrasam a minha evolução, bastando para isso atrasarem a sua própria evolução. As aranhas são mais fáceis de detectar, pois vivem no meio dos caracóis iludindo com a sua aparência de quietinhos, para atacarem as presas que caem na sua teia.
Existem ainda os outros, aqueles que realmente importam e que vão levando com os embates. Não vi nenhum desses no meu sonho, mas vejo-os todos os dias ao meu lado, lutando como leões para se imporem num mundo de aranhas e caracóis. E no meio de tudo isto, estou eu: cansada, exausta e sem forças para tentar encontrar um lugar onde me sinta desejada a necessária. Todo este filme gera isolamento. O tal isolamento que gera palavras, textos, livros. Mas para que fim? Com que finalidade escrevo eu, se não para desabafar com alguém que se interesse pelo que escrevo, sem muitas vezes fazer a mínima ideia de quem sou? Quem sou eu? Os anos passam e não consigo encontrar uma palavra que me defina. Será parva? Por achar que o que faço ou sou para os outros realmente tem impacto nas suas vidas. Será frustrada? Por sentir que apenas eu dou importância aos sentimentos e afectos. Será inútil? Porque não importa o que pense, diga ou escreva, nada será como penso. Penso que a palavra que me define é apenas uma e das mais banais que conheço: PESSOA. Sou uma pessoa como tantas outras que procura um local onde todos conheçam o seu nome e que seja desejada e não um estorvo. Procuro como tantos de vós o caminho de regresso a casa, sem mapa, bússola ou qualquer instrumento que me ajude a iluminar o caminho. E tal como uma criança que ainda acredita em contos de fadas e no pai natal, sinto uma certeza imensa que toda esta mistura de sentimentos é necessária para chegar a um destino escrito com letras douradas, onde terei tudo o que desejo e ainda mais. A promessa da clarividencia e de boa ventura são os únicos companheiros nesta viagem solitária e torbulenta. Esse doce sussurro de que tudo ficará bem e que mais cedo do que penso vou conquistar o meu paraíso. Mas de que servirá todo o mel da vitória, se os que amo vão ficando por terra, presos a convicções que já não são deste mundo?
Bibliografia:http://naterradosbulesquebabam.blogspot.pt/2011/08/caracois-o-petisco-das-tardes-de-verao.html
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Traz 9 amigos também!
Neste Natal reserve a sua mesa no
Alvamar
Deixe o bacalhau para a noite de consoada e venha provar as nossas sugestões para esta quadra natalícia. Menus individuais a partir de 8,50E por pessoa, para grupos. (mínimo 10 pessoas)
Pode optar pelos seguintes pratos:
Salmão grelhado 
Arroz de Pato
Costeleta de Novilho
Lombinhos de porco c/ piripiri
Bifinhos de vitela c/ ovo (Inclui pão, azeitonas, manteigas, queijo, bebida, sobremesa e café)
Faça a sua reserva com pelo menos 48 horas de antecedência, pessoalmente ou através do número
219161625.
Estamos à sua espera em Vale Mourão no Cacém
(mesmo em frente ao Elefante Azul)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Se posso viver sem a ZON? Posso e quero!
Informação é poder. Ouvimos esta frase vezes sem conta sem percebermos como é importante. O que aconteceu comigo é algo insólito, mas nem por isso deve ser único. Só posso imaginar quantas pessoas estarão na mesma situação. Sou cliente da ZON, a famosa TV cabo, há 10 anos. Devido a mudança de residência e por não pretender continuar com a mesma, entrei em contacto com a ZON num balcão, para me informar de como poderia proceder à rescisão do dito contrato. Pensava estar certa de que não tinha qualquer fidelização com a empresa, visto ser cliente de longa data e o período de fidelização ser de dois anos. Primeiro engano: ao que parece, visto que alterei o meu contrato para o serviço Íris (fibra óptica), voltei a criar (sem saber) um novo período de fidelização de um ano. (ATENÇÃO: qualquer que seja a alteração do seu contrato, para adicionar ou remover serviços, implica um novo periodo de um ano de fidelização.) Assim sendo, só posso desistir do contrato lá para Agosto de ano que vem. Logo, terei de pagar as facturas até à dita data. Como qualquer pessoa, visto que nada me resta senão pagar, pedi para que a factura me fosse reduzida, começando por retirar a Sport TV. Segunda cacetada: visto o serviço Íris ser um serviço que oferece autonomia ao cliente, e como acedi à Sport TV através da box após a instalação, para retirar o serviço, tenho que voltar a proceder da mesma forma. Ou seja, tenho que voltar a ligar os aparelhos todos outra vez e suspender o serviço através da televisão. Em vez de autonomia a favor do cliente, a ZON conseguiu assim enterrar o dito cliente cada vez mais fundo. Uma vez que já fiz a mudança para outra casa e que entreguei a chave da antiga ao senhorio, estou de mãos e pés atados para suspender este serviço. Passemos então ao que, pensei eu, ainda era possível fazer com vista a reduzir a factura: quero tirar as TVcines e o pacote Funtastic Life. Posso? Poder posso, mas não vai ser a mesma coisa, visto que se o fizer agora, fico com novo prazo de fidelização durante mais um ano. Logo, reduzo a factura, mas só acabo de pagar em Dezembro de 2013.
Depois de muito barafustar com a menina do apoio técnico e dos contratos, lá veio a esperada, mas complicada solução. Para me livrar de toda esta embrulhada, tenho apenas que encontrar uma pessoa que queira ter TV cabo e alterar o contrato para o seu nome. Esse novo cliente não terá qualquer custo de instalação, e apenas lhe é pedido um novo prazo de fidelização.
Resumindo: a ZON garante que não perde um cliente e eu fico livre de encargos estúpidos e mal explicados. Não é à toa que a ZON e outras empresas do género, entopem os tribunais com processos por falta de pagamento. Numa altura de salve-se quem puder, o mais fácil de fazer é desaparecer do mapa e deixar de pagar. Não sei até que ponto isto é legal e gostaria muito de ter tempo e dinheiro para perder a esmiuçar esta situação. Mas visto que quem esmiúça melhor que ninguém é o Ricardo Araújo Pereira, enquanto espero pelo desenlace deste triste episódio, mudo para a concorrente (MEO) e espero por noticias do novo cliente da ZON que me safe da embrulhada.
Só um aparte: se procurar no dicionário, íris significa membrana interna dos olhos. Não deixa de ser curioso constatar como este nome é adequado no que diz respeito ao assunto. É que assim sendo, ao deitarem areia para os olhos dos clientes, ficamos com a membrana interna (bem como a externa) do "olho", num estado lastimável e sem hipotese de fugir a esta teia de fidelizações.
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