Bem vindos!

Conta-me histórias é um blog onde vos mostro alguns dos meus trabalhos e onde podemos falar de tudo um pouco. Apresenta certos assuntos que acho relevantes e interessantes, sempre aberta a conselhos da vossa parte no sentido de o melhorar. Obrigado pela vossa visita. Fico à espera de muitas mais.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Não se esqueçam de pedir recibo


Ouvi hoje a noticia de um homem em Faro, que lançou uma empilhadora contra as instalações da Igreja Universal do Reino de Deus. Se não contarmos com o desespero em que este homem se encontra, isto até é hilariante.  Este homem, cego pelas promessas que lhe terão feito de um cantinho no céu e de todos os seus problemas resolvidos através da intervenção Divina, cometeu este acto de loucura quando se viu sem nada e depois de constatar que a sua vida, em vez de melhorar, piorara. Claro que todos nós podemos ser enganados, mas se pensarmos um pouco, deixando o fanatismo de lado, não será muito difícil reconhecer estas burlas. Para começar, Jesus Cristo foi um homem pobre e que ajudava os outros através da palavra. Ao contrário dos senhores pastores destas igrejas que ostentam carros e vidas de luxo, tendo mais conversa do que própriamente palavra. Depois penso que quem ajuda o próximo, consoante a conta bancária do mesmo, não é um homem de Deus, mas sim a Segurança Social. Para finalizar, se este senhor não  tivesse vendido os seus bens, (entre eles um camião) não precisaria de ter pegado numa empilhadora alheia para fazer o serviço.  Tenho uma certa pena das pessoas que ainda acreditam que um qualquer mortal tem uma ligação tão directa com Deus, que lhe permite dar este mundo e o outro. Quando será que as pessoas vão perceber que Deus não está nas igrejas, nos templos, ou em qualquer outra parte sem ser em nós próprios. Chega de esfolar o nariz nos altares, de pagar o dizimo em troca de um canto no céu, de acreditar mais nos outros do que em nós próprios. Tudo acontece por um motivo, e se Deus quer que as coisas sejam como são, não é por pagarmos a qualquer igreja que isso vai mudar. Se assim fosse, era muito fácil. Por exemplo: uma pessoa vem de uma festa, de madrugada, já com um copinho a mais e atropela alguém. Primeiro fica assustado com a situação, mas depois lembra-se que basta ir no dia seguinte à igreja fazer um donativo, e fica tudo resolvido. Existe alguém na família que sofre de uma doença grave. Não há qualquer problema, pagamos o dizimo é para Deus nos servir e pôr tudo em ordem. E que tal em vez de esperarmos a mudança através de palavras vãs e de promessas sem fundamento de desconhecidos, tomássemos as rédeas das nossas vidas e começássemos por nos mudar a nós primeiro? Todos nós temos problemas e eles apresentam-se nas nossas vidas com o intuito de nos fazer pensar, avaliar as situações e resolvê-los da melhor maneira que conseguirmos. Esta é a única cura, esta é a única maneira de evoluir. Tudo isto me faz lembrar uma entrevista que vi a um senhor a quem pagam para cumprir as promessas alheias. Isto é, imaginem que fazem uma promessa de ir a Fátima a pé. O pedido foi concedido, a promessa tem que ser paga, mas não lhe dá muito jeito agora. Não há stress: existe um senhor que lhe vai lá pagar a promessa em troca de uma qualquer quantia. É por estas e por outras que não sou apologista de fazer promessas. Respeito quem as faz, mas penso que não somos ninguém para prometer seja o que for. E se antes de poder cumprir essa promessa, algo acontece e a pessoa morre? Somos pequenos demais para conhecer o verdadeiro caminho. Apenas nos é permitido viver um dia de cada vez, de preferência o melhor possível. Quanto a pedir a Deus, não é preciso ir a lugar nenhum para o fazer, Ele está em toda a parte. Mas se vos prometerem a intervenção Divina em troca de dinheiro, não se esqueçam de pedir recibo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Doi mas não mata!


De certeza que muitos de vós já passaram pela incerteza de uma traição. Se querem a minha opinião, embora se sofra muito com a traição do ser amado, penso que a angustia da incerteza é bem mais dolorosa. Falo por experiência  própria, nas duas situações. Quanto mais depressa sabemos concretamente que fomos traídos, embora seja um sofrimento atroz, mais depressa podemos começar a tomar decisões quanto ao que fazer com a relação. Quando, por outro lado, apenas temos as desconfianças, torna-se mais difícil tomar uma atitude em relação à nossa vida a dois. É por isso que continuo a defender a verdade, acima de tudo. A verdade pode doer horrores, mas é ela que muitas vezes nos impulsiona a tomar decisões, em vez de ficarmos retidos numa vida sem sentido e de sofrimento. Em qualquer dos casos, muitas vezes é o nosso instinto que fala primeiro, temos um mecanismo de defesa interior que nos permite reconhecer o perigo. Quando algo não bate certo, esse instinto coloca-nos em guarda, com o intuito de nos avisar do perigo. O pior desta ferramenta de sobrevivência, é que por vezes deixamos o ego interferir com o nosso interior e começamos a fazer filmes imaginários na nossa mente. Sinceramente, não entendo o que leva um homem ou uma mulher a cometer o adultério. Ninguém é de ninguém e ninguém está amarrado ao pé da mesa. Então, porque não acabar com a relação que tem e seguir para outra, em vez de querer tudo de uma vez e correr o risco de magoar o outro? Talvez porque seja difícil encarar alguém e dizer a verdade. Talvez pelo egoísmo de pensar que, bem feitas as contas, dá para ficar com tudo. Ou talvez porque a pessoa que tem a seu lado já não o satisfaz. Seja por covardia ou egoísmo, antes de trair alguém, lembre-se que o melhor a fazer é libertar a pessoa com quem está no momento. Se ela não serve para si, deverá concerteza servir para alguém que a saiba tratar com mais respeito. Quanto a si, amiga(o) traída(o), dê mais valor a si própria e vai ver que as coisas mudam.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Levantando o véu

Olá a todos! Já vos disse que editei o novo livro O princípio de um fim qualquer, mas penso que será do vosso interesse saberem um pouco mais do seu conteúdo. Através de várias personagens fictícias, mas que têm histórias de vida bem parecidas com muitos de nós, este livro fala principalmente da evolução espiritual de um homem, tocando temas como a reencarnação, as almas gémeas e as crianças índigo. Podem neste momento estar a pensar que será pesado e de difícil compreensão, mas não é assim. Na verdade é de muito fácil leitura, pois como leiga que sou nestas matérias, servi-me apenas dos meus sentimentos, de algumas experiências próprias e da minha curiosidade por estes assuntos para o escrever. A única coisa exigida para a leitura deste livro, é uma mente aberta. Espero que gostem e que o procurem através de mim ou da editora Euedito em www.euedito.com . Boas leituras!

A Maya que se cuide!

Atenção a todos os videntes do mundo e em particular do país: existe um novo adivinhador entre nós, com capacidades extra-sensoriais. O seu nome é Paul e acreditem ou não, é um... polvo. Tudo indica que este animal tem poderes para além da nossa compreensão e que tem acertado antecipadamente em todos os resultados do Mundial de futebol. Agora começa a confusão; todos querem saber o que o futuro lhes reserva e Paul já não tem tentáculos a medir com os inúmeros pedidos de consultas. Os portugueses, em especial querem saber quando acaba a crise no país e quando deixarão de ter políticos corruptos. Ao que se sabe, depois destas perguntas, o polvo respondeu que apenas consegue ver o futuro dentro do prazo de 2 séculos, pelo que não sabia responder. Sobre o futebol, perguntaram-lhe quando seria Portugal campeão do mundo; respondeu que seria quando José Mourinho fosse treinador da selecção. Agora falando sério: como será possível que esta criatura consiga acertar nas bandeiras vencedoras? Sempre se disse que Deus escreve certo por linhas tortas, mas se fomos feitos à sua imagem, porque daria o criador poderes a um polvo e não a um ser humano? Talvez porque duas mãos e dois pés não fossem o suficiente para lidar com o futuro. Talvez seja preciso uma grande cabeça e oito tentáculos.

sábado, 3 de julho de 2010

Quem quer viver até aos 1000 anos?

Aubrey de Grey, um investigador britânico, afirma que num futuro próximo, o ser humano poderá não envelhecer e viver até aos mil anos. Segundo este investigador, através de técnicas de medicina regenerativa, será possível evitar a degradação das células e assim prolongar a vida. Agora, pergunto eu: quem está disposto a viver mil anos, nos dias que correm? Embora fosse bom sabermos que tínhamos tempo para conhecer as 10 gerações seguintes, que qualidade de vida teríamos? Seria talvez uma boa noticia para o Governo, porque em vez de nos podermos reformar aos 65 anos, podíamos fazê-lo aos 900. Isto para quem tivesse emprego, porque da maneira que está o desemprego em Portugal, teríamos 900 anos de pobreza.  Tal como Aubrey referiu, teríamos de ser submetidos a técnicas de medicina regenerativa, tratamentos que são dispendiosos, o que me leva a pensar, que só um grupo de previligiados poderia alcançar tal feito. E assim teríamos os ricos e poderosos a viver para além das marcas e os pobres a serem extintos. Um dos argumentos deste investigador é que uma das principais causas de morte no mundo é o envelhecimento, e que os Estados gastam muito dinheiro com os idosos. Com certeza que não se referia ao nosso país, pois a avaliar pelas reformas miseráveis e pelos preços que inúmeras famílias têm que pagar em lares, não entendo no que gasta o estado com a população mais velha. Aubrey diz ainda que isto não garante a vida eterna, pois podemos morrer de um acidente ou de alguma infecção. Aqui reside a ironia do destino: uma pessoa gasta rios de dinheiro em tratamentos regenerativos e um belo dia ao sair de casa, é atropelado por um autocarro. O que só prova a minha teoria de que não somos nós que mandamos no nosso tempo de vida. No dia que estiver marcado, não há ciência nem tratamentos que nos valham. Por mais que o Homem brinque a Deus, estamos a anos luz de compreender os seus feitos. Porque não, em vez de nos preocuparmos com o tempo de vida, não nos voltamos para a qualidade de vida no tempo que nos resta? Provavelmente, porque é mais trabalhoso e não dá tanto lucro aos Estados.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Compras pela net

Aqui há tempos falei-vos de outro modo de adquirir os meus livros, através da editora Euedito. Pois bem, venho agora dizer-vos que existe outro sitio onde os podem comprar pela Internet. Através da Amazon, podem adquiri-los, embora a um preço mais elevado, com mais comodidade. Deixo aqui os links aos quais se podem dirigir para recebê-los.

Animais de A a Z  -  http://www.amazon.com/gp/product/9899675903

Profissões de A a Z - http://www.amazon.com/gp/product/9899675911

Brevemente darei mais noticias sobre um novo livro, deste feita para o publico adulto, e que está quase pronto. Posso desde já deixar aqui o título, para vos aguçar a curiosidade.
Chama-se "O principio de um fim qualquer".

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Prisioneiros da liberdade

Quando era pequena, muitas vezes disse que quando crescesse levaria a minha vida de uma maneira muito diferente da dos meus pais e de alguns adultos que conhecia. Através dos meus olhos de criança, não existiam barreiras, nem dificuldades e tudo era fácil. Não via a hora de fazer 18 anos em busca da tão desejada liberdade. Da tão ansiada vida adulta. É engraçado como pensamos que pelo simples facto de fazermos 18 anos, a nossa vida começa cheia de possibilidades e sem pedras pelo caminho.  Hoje sei que temos a necessidade de pensar assim, pois se provássemos de antemão o gosto das dificuldades futuras, nunca teríamos vontade de crescer. Como muitas outras pessoas, fui obrigada a crescer depressa demais. E o que eu pensava ser uma aventura, depressa se tornou numa obrigação. Comecei a trabalhar com 17 anos, e embora o facto de receber dinheiro me desse algum alento, cedo descobri que era pouco para tudo o que queria ou precisava. Depois veio a fase de namorar e viver em casa dos pais. Não se pode isto, não se deve aquilo e num instante estamos a desejar ter o nosso canto, onde podemos viver felizes para sempre, sem ninguém para nos incomodar. Compramos uma casa, e começam as despesas fixas, aquelas que não podemos falhar. No inicio é uma maravilha, casa nova, muitos amigos ao jantar, privacidade para namorar. Depois vem o desejo de viajar nas férias, mas nem sempre o dinheiro chega e por isso, vamos ficando por casa, ou fazemos um crédito e não pensamos em nada até à primeira prestação. Sem darmos por isso, já estamos embrulhados em contas para pagar. Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Começam as discussões, umas vezes por falta de maturidade, outras por falta de dinheiro, outras ainda por falta da adrenalina do começo de vida. Os dias passam a ser todos iguais e o único fundamento é trabalhar para pagar contas. Quando há filhos pelo meio, aguentamos o barco com medo de lhes faltar algo. Quando não, muitas vezes a única saída que encontramos é a separação, como se resolvesse alguma coisa. O recomeço parece sempre promissor, mas nem sempre é assim. Agora somos mais maduros, mas com mais medo de falhar de novo e com mais encargos do que quando começamos a viagem. Afinal, acabamos por ficar prisioneiros da tão desejada liberdade.