Bem vindos!

Conta-me histórias é um blog onde vos mostro alguns dos meus trabalhos e onde podemos falar de tudo um pouco. Apresenta certos assuntos que acho relevantes e interessantes, sempre aberta a conselhos da vossa parte no sentido de o melhorar. Obrigado pela vossa visita. Fico à espera de muitas mais.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Amor impossível

Mexes comigo
Desde o primeiro segundo
Mergulhei no mar profundo
Dos teus olhos cor de mundo
Deixas-me louca
De desejo pela tua boca
De medo que seja pouca
A vontade que me provoca
Fazes-me mal
Feres-me de forma fatal
Com este desejo carnal
Com começo, sem final
Fazes-me tão bem
Anseio o teu ombro amigo
Sem temer nenhum perigo
Na certeza de te ter comigo
Sofro por ti
Quero sorver a tua dor
Aguentar o seu fervor
Transformá-la em amor
És veneno
Perto de ti vou morrendo
Afastada, vou temendo
Um coração sem remendo
Amei, amo e amarei
Até quando, eu não sei
Mas se não te dás inteiro
Liberta este prisioneiro
Que bate forte no meu peito
Que não sabe amar direito
Pois, por mais voltas que dê
O meu coração não vê
Que mesmo irresistível
És um amor impossivel


terça-feira, 27 de maio de 2014

Depressão: medidor de resistência

Nada nos torna tão próximos de alguém como a experiencia. Calçar os sapatos do outro não é tarefa fácil. Muitas vezes apenas é possível quando passámos por algo semelhante. Como muitos outros já tive a famosa depressão como companheira  e sem pudor afirmo que ela é sem duvida o melhor medidor de resistência que existe.
A dor da alma é sem sombra de duvida a pior de todas. Pode até ser considerada de auto imune, pois apenas pode ser vencida pelo próprio portador da doença. Não existe médico, fármaco ou elixir milagroso que nos salve da sua acção destruidora.
É um cancro invisível que se apodera da nossa auto estima e nos ilude, usando a culpa, o medo e o tão falado stress como armas destruidoras.
Sem nos darmos conta estamos perdidos, somos náufragos ancorados numa ilha deserta, sem meio de regressar à civilização. Voltamos vezes sem conta ao passado, tentando encontrar razões para a nossa desgraça, olhando fotos antigas dos períodos onde fomos felizes, onde nos sentíamos gente. Fazemo-lo a fim de encontrar o fio perdido da meada da vida. Onde foi que nos perdemos? Quando foi que ficamos cegos? O que é feito da energia de outros tempos, em que nada nos metia medo, tudo valia alguma coisa pelo que lutar?
O mais incrível é que nos perdemos sem termos saído do lugar. Na verdade, perdemo-nos dentro de nós próprios. E agora, por mais voltas que o nosso cérebro dê, por mais pessoas que tenhamos ao nosso lado, por mais projectos ou sonhos que tenhamos, nada faz sentido e somos os seres mais solitários e miseráveis do mundo.
Nesta altura, tudo perde o sentido, já nada faz diferença. Para quê levantar de manhã? Para quê sorrir para um espelho, se não se gosta do que se vê? Para quê respirar, se o próprio oxigénio nos sufoca?
É aqui que temos de usar a única ferramenta que a depressão não nos consegue tirar: a inteligência.
Foi a depressão que te fez pensar que não valias nada. Foi ela que te fez acreditar que a culpa de tudo não dar certo, é tua. Foi a depressão que te mandou contra as cordas. Mas essa doença, não és tu.
Tu és um ser humano maravilhoso que está muito cansado. Tu és um ser completo e importante para tantos outros. Tu és uma história imprescindível para que outras histórias tenham sentido. Tu és alguém que merece ser feliz. E, como vês, és muito mais do que um estado de espirito.
Por isso descansa. Recarrega baterias, serve-te do sol. Não há melhor vitamina para a depressão. Rodeia-te de natureza e daqueles que realmente te amam. Abraça e deixa-te abraçar. Mima-te, não com coisas, mas com sensações. Dança, pula no mar, sorri, mesmo que por entre as lágrimas e chora, tudo o que carregas no peito.
Lembra-te que foi a armadura de forte que te levou onde estás hoje. Essa armadura é importante, mas torna-se numa inimiga mortal quando pesa mais do que o teu próprio corpo.
De nada vale que te digam o quanto vales, se tu própria/o não acreditas. Acredita que a dor que agora sentes, te tornará num ser humano mais forte.
Na vida há tempo para tudo. Talvez hoje seja dia de chorar, mas amanhã será com certeza o dia certo para mostrares ao mundo esse sorriso lindo que trazes escondido há tanto tempo.
Quanto ao que os outros pensam, quanto àqueles que te deixaram, quanto àqueles que te traíram ou se fizeram de amigos e que agora saíram da tua vida, pensa na oportunidade maravilhosa que te deram para recomeçares de novo. Na verdade deixaram espaço para que outras pessoas entrassem na tua vida. Pessoas que podem realmente amar-te e respeitar-te como tu mereces.
Está na tua mão dar uma lição a todos os que te menosprezaram. Está na tua posse a chave da porta que te dará entrada num novo ciclo, numa nova caminhada. Se valerá a pena? Bem, só tu podes responder. Seja como for, vale sempre a pena recomeçar de novo.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Alquimia interior

Somos os primeiros a levantar o dedo e a acusar o próximo, mas no que toca a perdoar, nem todos temos capacidade. Há 12 anos atrás, cometi um dos maiores erros da minha vida: traí a confiança de alguém que nada fez, a não ser dar-me a mão. Os motivos, embora importantes, nunca justificarão a minha atitude. Prova disso é o facto de não ter passado um só dia nestes últimos 12 anos, em que não pensasse no assunto com um peso no peito, pelo arrependimento. 
O que me marcou mais, não foi o facto de ter sido apanhada, mas sim a maneira como fui tratada quando a verdade veio ao de cima. Depois do que fiz, era suposto ter saído da situação, pelo menos, com uma repreensão. Talvez por ter assumido a falta, talvez pelo sentimento que a pessoa lesada tinha por mim, talvez porque a dor da traição foi maior do que qualquer vingança, ou simplesmente, pela surpresa do meu insensato erro. Talvez por tudo ou nada disto, em resposta à minha maldade, obtive um adeus suave e complacente.  
Talvez este acto benevolente que rasa o amor incondicional, me tenha atormentado por todos estes anos. Talvez.... talvez...talvez...
Não sei. O que sei é que não passou um dia em que não pensasse no que fiz, que não visse a minha atitude como algo condenável, em que não me sentisse miserável por ter mordido a mão de quem me fez bem. Depois de me recordar do episódio, ficava sempre com vontade de explicar o inexplicável, de voltar atrás, de pedir perdão. 
Hoje, tanto tempo depois, passei à porta da pessoa e percebi que não adiantava fugir do passado. Valia o que valia, pois nada podia mudar, No entanto, tinha que voltar àquele dia e tentar explicar, agradecer, expiar o meu pecado. 
Mais uma vez, nada aconteceu como eu esperava. A pessoa que eu atraiçoei, recebeu-me de braços abertos, recordando velhos tempos, onde incluiu alguns elogios à minha pessoa. Talvez até como um filho pródigo que retorna a casa. Senti no discurso daquele homem que o que foi, ficou lá atrás. Mas não para mim. 
A tentação de dizer adeus e partir sem explicações, foi muita, mas não podia fazê-lo. Não podia deixar passar nem mais 12 segundos, a juntar àqueles 12 anos. De lágrimas nos olhos, pedi perdão. Não justifiquei, pois não se consegue justificar o injustificável. Apenas voltei àquele dia e vomitei o que me pesava no peito desde há muito. 
A resposta, em forma de festa na cabeça, libertou-me do carma. O perdão foi dado, acompanhado da frase que trarei sempre no coração: "Esquece isso, pois nunca te guardei rancor."
Não sou ingénua ao ponto de pensar que tudo foi esquecido, que aquele dia desapareceu do calendário da minha vida. Porém, o que o Grande Mestre nos ensinou, pareceu-me mais certo do que nunca. 
"Quem nunca pecou, que atire a primeira pedra", "Errar é humano, perdoar é divino."
Talvez a alquimia seja essa. Não transformar água em vinho ou chumbo em ouro, mas sim, culpa em gratidão e ignorância em amor. Seja como for, a angustia que sentia evaporou e deu lugar a uma imensa gratidão.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Meu Blog é neutro em CO2

"Nunca encontrei uma pessoa tão ignorante que não pudesse ter aprendido algo com a sua ignorância."
Fernando Pessoa

Já o grande poeta acreditava que todo o ser humano vem a este planeta para evoluir através da aprendizagem. Diz o velho ditado que "não estamos começados, nem acabados", e assim partiremos, sem nunca ter aprendido tudo. 
Não sou excepção à regra e por isso, o que muitos já sabem, nem por isso deixa de ser novidade para mim. Não que me considere a mais ignorante das pessoas, apenas sei coisas que outros desconhecem, assim como outros terão conhecimentos sobre algo que eu nem imagino que existe.
Manda a humildade, manter o espirito aberto e  vontade em aprender sempre mais. 
Hoje aprendi mais um pouco, desconhecendo, até então, que através de um gesto tão simples como o de escrever este post, podia realmente estar a fazer alguma diferença em relação à conservação do meio ambiente. 
Para os leigos como eu, fiquei estupefacta por saber que o simples facto de ter um blog prejudicava a "nossa casa". Pois é, espantem-se os leigos, bocejem os entendidos na coisa.
"De acordo com um estudo realizado pelo ambientalista e físico da Harvard University, Dr. Alexander Wissner-Gross, um internauta produz, em média, cerca de0,02 gramas de CO2 por exibição de página. Considerando que um blog geralmente recebe em torno de 15 000 visitas por mês, isso resulta em 3,6 kg de CO2 emitidos por ano. Este total é gerado principalmente pelo grande consumo de energia, devido à refrigeração necessária para o funcionamento de computadores e servidores." 
Com muita pena minha, o meu blog não tem assim tantas visualizações. No entanto, não custa participar no projecto e divulgar o que entendo como uma boa ideia para fazer frente ao risco que corremos de prejudicar ainda mais esta nave magnifica que nos transporta gratuitamente através do Universo. A Gesto Verde lançou o desafio de plantar árvores em prol da diminuição do impacto ambiental gerado pela sociedade. Por cada blog que faça uma postagem de divulgação, uma árvore é plantada, combatendo assim o efeito nocivo de CO2 na atmosfera.
É por isso que vos deixo aqui toda a informação necessária para que participem e se inteirem do que é realmente esta iniciativa, de seu nome Gesto Verde.
O Meu Blog é neutro em CO2, neutralize o seu também. Saiba como em 
O planeta agradece.


sábado, 4 de janeiro de 2014

E tu? Amas-te?

 
Jesus disse "Amem-se uns aos outros, como a vós próprios". Talvez por descuido, distração ou por preguiça, ao longo de mais de 2000 anos esta frase foi encurtada. Na verdade, a única coisa que restou foi o "amem-se uns aos outros".
O que outr'hora ensinava uma lição de compaixão pelo próximo, foi cortado a meio, sem que se aproveitasse o final da frase. Como se a segunda parte desta mensagem fosse apenas um ornamento que deixasse de fazer qualquer sentido ou uma abreviatura sem razão de existir. 
Por outro lado, talvez estejamos mesmo a fazer isso: a amarmos o próximo como a nós mesmos. Isso talvez explique a maldade que os Homens praticam uns contra os outros. Alguém que maltrata o próximo, só pode trazer o coração cheio de fel e, por seu turno, não se ama a si próprio. 
Mas porque será que nos custa tanto amarmo-nos? Porque raio fazemos muitas vezes das tripas coração por alguém e nem conseguimos levantarmo-nos para matar a nossa própria sede? 
Ensinaram-nos a respeitar o outro, a amar o outro, mantendo em segredo o caminho mais fácil: o do amor próprio. Chegamos ao cumulo de boicotarmos tudo o que precisasse de ser feito em prol de nós mesmos, sob pena de sermos vistos como egocêntricos ou egoístas. O que está na moda é darmos a mão ao próximo, sempre o outro primeiro, não vá o Diabo estar à espreita ou sermos postos de parte por uma sociedade cada vez mais "politicamente correcta". 
Mas onde está o ensinamento que nos alimenta a auto estima, que nos diz que o único caminho para um qualquer amor verdadeiro, começa por nos amarmos? E porque será que é tão difícil amarmo-nos? Porque razão corremos o mundo descalços sobre brasas pelo outro, mas nunca andaríamos sequer dois metros em piso regular por nós próprios?
O ser mais difícil de amar somos nós mesmos. A razão é simples: sozinhos connosco não há máscaras, nem duvidas, não há ilusões ou coisas mal explicadas. Vivemos todos os dias, horas, minutos e segundos acompanhados por nós, sem hipótese de fingimento. É claro que nos tentamos enganar, dissimular sentimentos, descrer nisto e naquilo, mas essa escolha consciente de forjarmos o que sabemos como certo, apenas nos atrasa a evolução e nos condena à tristeza. Deixamos de ser nós, até para nós próprios. 
Aos outros mostramos sempre a parte que queremos, mas a nós, é-nos dada a pena de viver com o pacote todo: o bom, o mau, o melhor, o pior, o assim-assim. Tentamos sempre mudar os outros, pois é bem mais fácil assim, do que alterarmos os nossos padrões de comportamento, ou pontos de vista. 
Coloco aqui algumas questões em tom de desafio, a todos os que pensam que só encontrarão o amor noutro alguém: 
O que estaria disposto a fazer pela pessoa que mais ama? 
E por si? O que estaria disposto a fazer por si?
O próximo passo é o mais complicado, mas nem por isso impossivel.
Seja aqui e agora a pessoa que mais ama. 
Não, não é egoismo. Não, não é egocentrismo. É a tão necessária auto estima que lhe falta para receber na sua vida o tal amor verdadeiro.
Não é a necessidade que atrai esse amor que só se vê nos filmes, o tal que parece inexistente.Toda a energia funciona sob a mesma regra e o amor não é excepção: o que atrai amor é o amor. O que atrai o amor verdadeiro é, tão somente, o amor próprio. 


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Enfrento a vida com...




Encontro-me num circo de feras, atravessando a chuva dissolvente, conduzida pelo o homem do leme, sem rumo certo, mas sempre com a carga pronta e metida nos contentores. Esta ideia fixa de fazer sempre tudo à minha maneira, tem-me desgastado o passo e virado o mundo ao contrário. Queimando tempo, não consigo arranjar maneira de virar a sorte, para sempre. 
É verdade que não sou o único ser que esbraceja neste mundo louco, em busca de algo que me dê alento. Mas os gritos mudos que o meu coração solta, parecem não ser suficientes para domar esta vida malvada. O jogo do toca & foge tem os dados viciados. 
Há quem diga: "hás-de ver a luz ao fundo do túnel. Isso, continua". 
Conta-me Histórias! Já não acredito neste jogo do empurra. Prefiro aceitar as minhas falhas. Prefiro correr na direcção de lugar nenhum e dar um mergulho no mar. 
A teimosia pode guiar-me pela morte certa, mas prefiro definhar e morrer do que me render a gente de merda, povo descrente que se arrasta com medo de tentar a sorte e desafiar a vida. Aposto no jogo mórbido da moeda ao ar, enfrento dia após dia o medo que me consome as entranhas.
Aprendi entre um e outro pequeno pormenor, que a vida dá muitas voltas e que quando tudo corre  de mal a pior, é chegada a altura de jogar a carta certa. 
Não, o azar não é um mal menor, é a vida a pedir-te provas de que és guerreiro, de que está na hora de te levantares, sacudires a poeira e gritares: EU CÁ SOU BOM! 
Não vou desistir. Não agora. Algo me diz: "Sai prá rua e chuta essa sexta feira 13 que teima em instalar-se no teu calendário."
 Pois o que foi não volta a ser e um dia a sorte muda.
Faco-o por mim, faço-o por quem não esqueci. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Os vampiros andam entre nós



Sabem aquele amigo ou conhecido chato e repetitivo, que vos consome a paciência, apenas por entrar na mesma sala onde estão? Quem não tem uma personagem destas por perto?
Mas que ninguém se iluda. Estas melgas não são sugadoras de sangue, mas sim de algo que também nos é vital: ENERGIA. Talvez por isso cheguemos a dizer que nos cansam. E literalmente é o que nos fazem. Esgotam-nos seja emocionalmente, seja animicamente, seja a paciência. 
Todos nós temos um pouco desse vampirismo.Todos nós produzimos desgaste em alguém, em maior ou menor proporção. E as armas que usamos, são tão abrangentes que, quando levadas a extremos, dão até para catalogar os vampiros energéticos.

Tipos de vampiros:

O coitadinho - Este é talvez o mais assustador de todos. Partilha as tristezas da sua vida vezes sem conta. Pessimista por natureza, sempre pronto a fazer saber que é a criatura mais infeliz do mundo, na esperança de captar as atenções através da compaixão dos outros. Por norma dá-se mal com o desprezo e arremessa com agressividade, insultando ou falando mal da vitima nas suas costas.

O comerciante - Por norma é alguém com algum poder económico. A sua arma é pagar copos a toda a gente ou tentar resolver a vida dos outros, muitas vezes, mesmo sem lhe terem pedido fosse o que fosse. O pior que lhe podem fazer é recusar um favor que ele peça. Na hora que este "amigo" vos faz um jeito, é como se tivessem assinado um contrato para a vida. A divida nunca mais será saldada.

O empata - Tem que estar sempre em cima do acontecimento, mesmo sem ser convidado para a conversa.
Destabiliza o ambiente, quase sempre com conversas sem nexo, mas que servem para sugar a atenção desejada. O seu passatempo preferido é arranjar assunto, por mais fora de contexto que seja, para se fazer notado. Brincar com a situação, não o levando muito a sério é o melhor para os dias bons. Num dia mau, há que ser directo e firme e enxotar a melga de vez.

O culto - Ninguém percebe nada melhor que este vampiro. Já fez tudo o que havia para fazer, conhece o  mundo inteiro e tem influências em todo o lado. A opinião dos outros é pouco relevante. Ao ser cortado, usa a postura de superioridade e gera conflitos sem fundamento. Deixá-lo a falar sozinho é uma opção.

O psicologo - Por norma estuda a presa antes de atacar. Escolhe a sua vitima e lê tudo, desde os gestos, á maneira de andar, vestir, falar. Depois, tenta por todos os meios adivinhar o que vai na cabeça do outro e baralhá-lo com afirmações nem sempre muito cordiais. A dica é entrar no jogo e baralhá-los ainda mais. A quem tudo quer saber, nada se deve dizer.

O copião - Não suporta o amigo, mas na verdade, falta-lhe a coragem de ser metade do que o outro é ou representa. A solução é mimar a vitima e por trás odiá-lo. Dissimulados, quando peritos na arte, podem causar grandes danos sem que a vitima se aperceba. Confiar desconfiando é o melhor remédio.

O apaixonado - A pessoa que elegem para lhes servir de refeição é a sua cara metade. Dão tudo a essa pessoa, empoleiram-na num pedestal. Só ao lado do outro se sentem alguém e por isso sufocam a vitima com atenções e mimos, temendo que esta lhes fuja. Podem tornar-se violentos quando o seu motivo de vida se cansa da perseguição cerrada. Os sinais de bajulação em demasia podem servir de alerta. Nunca perca de vista aquilo em que acredita e defende, em troca do seu próprio ego.

Existem com certeza mais tipos de vampiros energéticos. No entanto estes já são o suficiente para nos fazer pensar. Não que tenhamos de andar com uma estaca de madeira na mão, um colar de alhos ao pescoço ou um crucifixo no bolso, mas não faz mal nenhum analisar o mau estar que algumas pessoas nos causam e começar desde já a tomar a medicação.
Acima de tudo, o melhor repelente é sermos nós próprios e, ao analisar os diversos comportamentos, não permitir que o vírus se instale. 
E atenção: muitas vezes o que mais nos causa desconforto nos outros, é precisamente aquilo que temos que modificar em nós próprios. Não é à toa que os vampiros não se conseguem ver reflectidos nos espelhos. Ainda não aprenderam o que é sentir-se na pele do outro e o seu egocentrismo tolda-lhes a visão de uma maneira tal, que acreditam ser o motivo da terra girar.