Bem vindos!

Conta-me histórias é um blog onde vos mostro alguns dos meus trabalhos e onde podemos falar de tudo um pouco. Apresenta certos assuntos que acho relevantes e interessantes, sempre aberta a conselhos da vossa parte no sentido de o melhorar. Obrigado pela vossa visita. Fico à espera de muitas mais.

domingo, 8 de setembro de 2013

Aprende, confia... o resto é paisagem!

Dizem-te que deves aprender a confiar
Dizem que sempre estarão aqui
Prometem o impossível
Sob a cartilha do eterno
Como se possuíssem a arte de amar incondicionalmente
Acreditas, sem motivo de duvida
Afinal deram-te a vida, porque raio iriam mentir?
Acreditas e segues com passo firme e arrojado
Num dia olhas e os vês, no seguinte caminhas sozinho
Levantas a cabeça ao céu e pedes a um Deus

O mesmo que nunca te deste ao trabalho de conhecer
Nem sabes mesmo se existe
Pedes ajuda, pedes o colo de que agora te privam
Pedes para que tudo seja como antes
Mas tu não és o mesmo de antes
Estás por tua conta e risco agora
Segues o caminho aos tombos e às escuras
Um dia estás de pé de novo
Um dia estás de joelhos, exausto
Noutro estás no topo do mundo
A seguir, num lodo frio e profundo
Ensinam-te então, que tudo é aprendizado
É só o que te resta, aprender
E aprendes a cair e levantar
Aprendes a sorrir e a chorar
Aprendes que por mais lágrimas que corram
O importante é não te engasgares nas mesmas
Aprendes que a promessa é uma fraude
Que ninguém é o que parece
Que estás sozinho e de punhos erguidos
Os que não se dão ao trabalho de te ver a essência
Acham-te frio e agressivo
Os que te conhecem, sabem que não é fel que te corre nas veias
É dor, desalento, desconfiança das promessas e dos falsos profetas
Mas esses, os que te conhecem
Para esses és brando, com esses vais contando
Poucos mas bons companheiros de viagem
Que não se interessam o tempo que demoras
Tanto a cair como a levantar
E voltas a acreditar, voltas àquela sensação de paz
Sentimento de regresso a casa, com cheirinho de colo
Pelo meio existem os falsos, os que julgam conhecer-te
Mas por mais que te puxem o tapete
Já aprendeste a cair, nem sempre de pé, é certo
Mas de tanto cair, aprendes a apoiar-te antes do chão
Apoias-te naqueles que nunca perderam a fé em ti
Quando tu perdes a fé no mundo


sábado, 7 de setembro de 2013

Ode ao amor

O fogo do amor aquece 
A alma que dele padece
Dá guarida ao sofrido
Dá aconchego ao ferido

Coisa mágica este remédio
Que nos adoece a cada golo
Coisa demente e salutar
Que cura ou mata o maior tolo

Mata quando se esconde
Dá vida quando aparece
Magoa quando mal usado
Seu refém, ele endoidece

Amor meu, amor teu
Coisas diferentes e tão parecidas
Amor quente, amor triste
Presente em  todas as vidas

Seja porque falta
Seja porque sobeja
Seja porque evapora
Seja porque lateja

Serás sempre o motivo
De uma busca doentia
Pois só assim consigo viver
Sem te ter morreria

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Os felizes: os melhores professores do mundo


Porque será que é sempre mais fácil pensarmos nos outros em vez de em nós próprios? Não digo que todos pensem da mesma maneira. Os que contrariam esta tendência, são rotulados de insensíveis, egoístas, egocêntricos. Mas será que é mesmo assim?
É certo que o egoísmo é um defeito, que ser insensível não leva a bom porto, que achar-se o centro do Universo é um erro que pode gerar solidão. Mas e se o rótulo que empregamos estiver velho, gasto e com as letras sumidas pelo tempo. Se o que se vê a olho nu no comportamento de tais pessoas for apenas uma forma de vida. Se se tratar de uma aprendizagem obtida através de vários golpes, quedas e queimadelas que finalmente, o que aos olhos dos outros soa a algo injustificado, possa ser uma nova tomada de consciência de si mesmo, auto-estima elevada e bem estar interior.
Quando isso acontece, os felizes, como gosto de os chamar, são acusados de loucura ou de excentricidade e mal vistos pela sociedade que os mal tratou e lhes tentou dar uma escola de vida retrograda. 
Ao longo da História temos sido ensinados que o bem estar dos outros é mais importante do que o nosso, que há que dar se se quer receber, que só seremos verdadeiramente felizes se tomarmos conta dos outros e os ampararmos em todas as quedas. Ao longo dessa mesma História, homens e mulheres foram apelidados de heróis e heroínas que ainda nos tempos correntes são os mártires que chegaram ao paraíso por via do sofrimento em prol dos outros. Isto é importante até aprendermos a olhar os outros como iguais. Nada errado até aqui se nos tivessem dito que ao longo desse caminho, temos que estar sempre em primeiro lugar. Temos que ser os principais receptores dessa entrega e ajuda. 
O padrão, que ainda vai levar algum tempo a tornar-se ultrapassado, tem feito inúmeras vitimas. A maioria das pessoas deixou de ser genuína, agarrando-se a lições que estão aprendidas e ultrapassadas. Mas elas não são vitimas de um padrão, são vitimas delas próprias, porque têm medo de abrir as suas mentes ao desconhecido e, ironia do destino, ao manterem-se agarradas a algo que lhes ensinaram e que nunca sequer tentaram pôr em causa, tornam-se alvos fáceis de mau amor. 
A pessoa mal amada, torna-se mesquinha e egoísta. O véu que cobre os seus olhos apenas permite ver os defeitos nos outros e fazer a caridadezinha, para que se sintam superiores. Quando o alvo da caridade lhes vira as costas e vai à sua vida, usam-se de tudo para denegrir e deitar abaixo. Sofrem porque não sabem o que é dar de coração, sem pedir nada em troca. Ficam frustrados pois alguém durante muito tempo lhes disse, que se fizessem a coisa bem feita, receberiam o prémio. Ao perceberem o erro, só lhes resta a raiva.
Se essa raiva fizer mossa ao feliz, muito bem. Há que continuar no "bom" caminho. Se não, é só arranjar uma outra vitima, aproximar-se bem devagar e atacar mal esta lhe vira as costas. 
Quanto aos felizes, perceberam finalmente que a vida é curta demais para ficarem sentados na cadeira do passado, a aprender mais do mesmo.  E é só destes que quero a meu lado, pois com eles aprendo coisas novas todos os dias. E que melhor professor do que aquele que já caiu, se levantou e não tem medo de viver o que ainda não viveu? 



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Oh boa! Com um cu desses deves cagar bombons!

Muito se tem falado da nova proposta de lei do Bloco de Esquerda que pretende penalizar o "piropo".
Se o objectivo era ridicularizar o partido, conseguiram-no na perfeição. Faz-me confusão como se podem preocupar com assuntos destes quando existe tanta coisa a precisar, mais do que debates, mais do que conversa da treta, de alguém que arregace as mangas e defenda o nosso país e a maioria do povo, da extinção ou do estrangulamento social.
Com certeza que estas duas senhoras que se uniram para colocar este assunto em cima de uma mesa de reunião, não têm tido muita sorte com piropos. Nunca devem ter passado por debaixo de um andaime e ouvido alguém dizer algo do género: "Se tivesse uma mãe assim, mamava até aos 18".
Do ponto de vista cultural, os piropos até fazem parte da nossa cultura. E para aqueles que já se preparam para atacar o que digo, pensem bem quantas habitações não foram construídas ao som dos trolhas que iam deitando o olho às "garinas" que passavam. 
Claro que existem alguns que são mesmo hard core e que podem até tornar-se desagradáveis ao ouvido de uma ou outra senhora mais sensível. Tipo: Quem me dera que fosses um frango, para meter-te um espeto no cú e fazer-te suar", "Com um cú desses estás convidada para cagar em minha casa" ou "se fosses uma laranja, chupava-te o grelo até sair Fanta".     
No entanto, "mulher séria não tem ouvidos" e só se pica quem quer. Além disso, quem pensa que as mulheres não fazem o mesmo, engana-se. A diferença é que não declamam o que pensam em voz alta e do cimo de um andaime. Fazem-no entre amigas, sentadas à mesa de um café, por entre risos, mas sem tanto alarido. As mulheres foram criadas a partir de um estigma de que isso não são coisas de senhoras e que aos homens é que é permitido dizer estes disparates e fazer outros. Mas tudo isto está também em mudança. As mulheres estão cada vez a agir mais como os homens e eles, assustados, nem sabem como reagir. 
Por isso chega de bater no ceguinho.Há que resolver mesmo a sério problemas reais. E quanto às senhoras que me deram matéria como esta para explorar aqui no blog, o meu muito obrigado. Não fazem ideia do que já me ri com os comentários à vossa iniciativa. E aprendi imenso no que toca a piropos e ainda sobre  o tipo de homem que os lança. Senão, vejamos:
Os românticos:
A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu.
Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui mais uma vez?
Minha senhora, troco a sua filha por um piano. Assim podemos tocar os dois.
Não sabia que as flores também andavam!

Os comilões:
Oh fêvera! Junta-te aqui à brasa!
:Oh morcona, comia-te o sufixo!
Tens um cu que parece uma cebola! É de comer e chorar por mais!
Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.
Oh filha, tens uns lábios que faziam feliz qualquer chupa-chupa!

Os curiosos:
Belas pernas! A que horas abrem?
Foste à tropa dama? É que já marchavas…
Com uma montra dessas… imagino como é que é o armazém!
 Foste feita no calor? Até estalas…
O teu pai é terrorista? É que és cá uma bomba!
Oh gata… largas pêlo?

Os que só dizem merda:
Oh boa, com um cu desses deves cagar bombons!
Oh linda! Com menos cu também se caga!
Com um cu desses, estás convidada para usar a minha casa de banho! 

Os que partem a loiça toda:
Oh boneca, se fosses de porcelana partia-te toda…

Os ecologistas e agricultores:
Oh linda, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos…
Tanta terra para lavrar e o meu arado a ganhar ferrugem

Os mecânicos e os trolhas:
Deves ser mais apertadinha que os rebites de um submarino.
Sobe aqui ao andaime, que eu já estou com ele montado

Os capitalistas:
Se o teu cu fosse um banco, fazia uma poupança a taxa fixa.
Posso-te pagar um copo, ou preferes o dinheiro?

Os convencidos:
Posso não ser bonito como o Brad Pitt, nem ter os músculos do Scwarzenegger, mas a lamber sou como a Lassi.

Os realistas:
Só não tenho pêlos na língua porque não queres!
És como um helicóptero… Gira, gira, gira, e boa!
Os tomates do teu pai deviam estar num museu!


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Põe creme Nivea, que isso passa!

O facto de saber que as pessoas visitam o meu blog, é sempre um motivo de orgulho para mim. Significa que o meu trabalho não deixa de ser lido o que dá mais vontade ainda de prosseguir com o mesmo. Todos os dias, dou uma vista de olhos em busca de criticas ou comentários. Não, não é vaidade, é reconhecimento que busco. Mas, de vez em quando, nem todas as criticas são as melhores. Sei que isso faz parte e que por vezes é muito bom no sentido de melhorarmos o que fazemos.
O que eu não levo à paciência é a mesquinhes e a cobardia. Porque não me posso defender e nem entender o motivo de um ataque e muito menos qual o seu fundamento. Como tal, não tenho meio de defesa, e nem sei onde melhorar. Logo, é lixo.
Podem dizer que tenho mau perder, mas aprendo de dia para dia que os que me conhecem bem e que realmente importam, me bastam. Não preciso de amigos destes, pois já conheço muita gente. Agora quero conhecer pessoas, seres humanos de carne e osso e não gente.
Hoje tinha no meu blog o seguinte comentário, proveniente de um "fã" anónimo, relativo à entrevista de Alexandre Cthulhu:

"lamento mas não vejo nada nesta entrevista que já não tenha sido abordada noutras entrevistas dadas pelo Alexandre Cthulhu.
é um pouco de viro disco e toca o mesmo."

Expliquem-me lá como se eu fosse muito burra. Então este senhor, ou senhora, não viu nada de interessante na entrevista, não teve nenhuma novidade, tal como sugeria o titulo da mesma, mas dá-se ao trabalho de enviar um comentário destes e ainda por cima nem sequer se apresenta?
Será que me acusa de publicidade enganosa, ou é dor de cotovelo? É que eu quando vou a um restaurante e não gosto do serviço, nem me dou ao trabalho de lá voltar, quanto mais de explicar os motivos pelos quais não volto.
Mas não somos todos iguais (Thank God) e por isso respondi da melhor maneira que a minha escrita permite.

"Olá amigo/a anónimo. Grata por ter visitado o meu blog. É sempre bom receber criticas construtivas. E só tenho pena de o meu amigo/a poder falar do nome de Alexandre e eu nem sequer poder chamar-lhe seja o que for. É de homem, ou mulher, fazer uma critica destas e nem sequer mostrar a cara ou dizer o seu nome. Talvez por isso, nem sequer lhe vou dar importância. Grata mais uma vez pela sua opinião, Anónimo. Que a vida lhe dê tudo em dobro daquilo que deseja para os outros.
Abraço."

sábado, 31 de agosto de 2013

As minhas publicações

Para os que ainda não conhecem ou para os que ainda não adquiriram, aqui ficam os links dos meus livros já editados. A colecção de A a Z, livros infantis didácticos, e o  romance. 
 Brevemente lançarei outro. 

Estejam atentos.







http://www.eu-edito.com/animais-de-a-a-z.html    

http://www.eedito.com/profissoes-de-a-a-z.html    

http://www.eu-edito.com/criancas-do-mundo-de-a-a-z.html

http://www.eu-edito.com/o-principio-de-um-fim-qualquer.html

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Coisas de Viver - Ricardo Silva e Sousa

Já não é a primeira vez que escrevo sobre o trabalho deste amigo de além mar. Na ultima postagem sobre Ricardo Silva e Sousa, publiquei um excerto do seu livro prestes a ser editado.
http://sitiodehistorias.blogspot.pt/2013/07/o-misterio-de-dona-bianca.html
Mas este senhor não pára de me surpreender e brindou-me com mais um lindo texto, no seu jeito directo e prático, mas que nos dá sempre uma mensagem daquelas de guardar nos arquivos da alma.
As ultimas noticias são de que este texto será publicado num jornal brasileiro. Mas, depois de pedir a devida permissão, não pude deixar de publicar aqui também esta mensagem de reflexão tão certeira e importante.

Ricardo Silva e Sousa

Coisas de viver

Durante toda a semana, anseio pela chegada do domingo. Trabalhar de segunda à sábado é cansativo. Só quem trabalha no comércio, sabe do que estou falando. Enfim, ele chega! O domingo. E o sol vem com força, festejar este tão esperado dia. 
Descanso? Não! Dar banho nos cachorros, cortar a grama, lavar o carro, consertar o chuveiro, ajudar com a louça, arrumar o quarto de guardados, o famoso “quartinho”, e jogar fora tudo o que não serve mais. Não reparamos, mas fico surpreso de como guardamos coisas inúteis! Na verdade, esta última tarefa, a de arrumar o “quartinho” é a mais árdua. Você sempre acha que aquele pedaço de arame enferrujado, o ventilador quebrado, o rolo de pintura sujo, a lata de tinta com um “restinho”, dentre centenas de coisas velhas, vão servir para alguma coisa. Mas, impiedosamente recolho tudo fazendo a seguinte pergunta: _Quando foi a última vez que precisei usar estas coisas? Se mais de seis meses ou eu não lembro quando, o caminho é a lixeira. 
Assim foram, neste domingo de descanso, computadores queimados, caixas de som furadas, fios, lustres quebrados, televisores pifados, revistas velhas, livros de receitas, ventiladores sem pás, enfim, muita sucata, algumas até possíveis de serem recuperadas mas substituídas pela mágica da obsolescência que nos traz sempre novidades tecnológicas. 
Mas, uma coisa eu achei no fundo de um armário, coberto por uma fina camada de poeira e mofo: a minha caixa de recordações. Imediatamente, ao ver a caixa, lembrei-me de um grande amigo que, ironicamente não está presente dentro das recordações da caixa, mas que me ensinou muitas coisas sobre a vida, inclusive a importância de termos uma caixa (e ele tem a dele) com nossas “coisas de viver”. Ele fala sempre sobre um poema de Horacio Ferrer, musicado por Astor Piazzolla, ambos seus patrícios portenhos, a “Balada para mi muerte”. Num trecho do belíssimo tango, pode-se ouvir o trecho:

      “Moriré em Buenos Aires, será de madrugada,
Guardaré mansamente las cosas de vivir,
Mi pequeña poesia de adioses y de balas,
Mi tabaco, mi tango, mi puñado de esplín,
                Me pondré por los hombros, de abrigo, toda el alba,
Mi penúltimo whisky, quedará sin beber!”

Peguei a caixa e, dentro dela, encontrei tesouros daqueles que valem mais do que qualquer coisa material. Cada pedaço amarelado de papel, cada desenho, cada postal carta ou bilhete, que, na verdade não valem nada em sua materialidade, trazem a força mágica de nos transportar aos momentos felizes que vivemos no passado. A reencontrarmos a energia de pessoas que compartilharam momentos de nossa história de vida, num verdadeiro túnel do tempo. Nossas coisas de viver são incapazes de nos trazer de volta o tempo passado. Mas são capazes, com sua enorme força, de levar nossos espíritos a revisitar momentos felizes. Mais do que simples fotos, estes pedaços de papel surrados pelo tempo, rotos pelas traças, manchados pelo mofo, são a materialização das emoções que tivemos.
Ao colecionar estas preciosidades ainda jovem, imaginei que valeriam muito para mim. Agora, do alto de meus 54 anos, fico feliz por ter preservado este tesouro. 
Podem, uns e outros, perguntarem o que isso importa na vida prática. Para estes eu respondo que as coisas de viver servem para que eu descubra quem fui e quem sou hoje. Servem para eu descobrir porque sou quem sou. Servem para que nunca esqueça das pessoas, mesmo as que não estão dentro da caixa, que forjaram minha vida com o que elas tinham de mais puro em suas almas. 
Para quem não tem sua caixa de “coisas de viver”, sempre há tempo. Ela é a materialização de nosso espírito enquanto ainda estamos por aqui. É a nossa arca da aliança com a vida.