Bem vindos!

Conta-me histórias é um blog onde vos mostro alguns dos meus trabalhos e onde podemos falar de tudo um pouco. Apresenta certos assuntos que acho relevantes e interessantes, sempre aberta a conselhos da vossa parte no sentido de o melhorar. Obrigado pela vossa visita. Fico à espera de muitas mais.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Barraca dos Segredos - Primeira gala

Bem vindos à primeira gala da Barraca dos Segredos. Começamos antes demais por vos relembrar os segredos dos participantes desta 35ª edição do programa, que dá que falar em Portugal continental e ilhas. Vamos então olhar para o plasma e rever todos os segredos.
- Antes da operação tinha bigode e chamava-me Adolfo.
- Todas as noites antes de me deitar, brinco com o meu...
- Na escola, a minha alcunha era "o piegas".
- Tirei a carta de condução na Feira de São Mateus.
- Tive a educação mais cara do país.
- Todos os dias peço a Deus que chova ou que faça sol.
- Já passei fome.
Relembro que todos ou quase todos os segredos estão por desvendar nesta barraca que promete grandes emoções. Pois é, o amor anda no ar, como podemos confirmar através das imagens de um certo casal que se enrolou debaixo dos cobertores logo na segunda noite na barraca. Parece que o PêPê não resistiu aos encantos da Sãozinha, que embora muito devota a Deus, gosta de umas brincadeiras tipo quarto escuro. Mas será que foi a faisca da paixão, ou foi apenas um meio para chegar ao fim com uma boa maquia de dinheiro no bolso? É que depois de uma noite de beijinhos e abraços debaixo do cobertor, Sãozinha ficou convencida de que descobrira o segredo de Pêpê. Vamos então ver as imagens.

PêPê e Sãozinha encontram-se a sós enrolados no sofá.
Sãozinha: Diz qualquer coisa.
PêPê: Que queres que te diga?
Sãozinha: Sei lá, diz-me algo bonito. A primeira coisa que te veio à cabeça quando olhaste para mim.
PêPê: Os teus olhos fazem-me lembrar o mar.
Sãozinha: Porquê? Transmitem paz?
PêPê: Não, enjoam-me. Na verdade só estou a fazer jogo. A coligação vai de mal a pior e seria muito ingénuo da minha parte pensar que alguém votaria em mim para futuro primeiro ministro.Se sair daqui com algum já me safo durante mais uns meses.
Sãozinha: Não sejas mau. Não me digas que não te sentes nem um pouco atraído por mim?
PêPê: É difícil sentir atracção por alguém que passa a vida a rezar para que chova e depois a rezar para que pare de chover. Porque raio é que não te decides? Afinal queres que chova ou que faça sol?
Sãozinha: Depende.
PêPê: Depende de quê?
Sãozinha: Depende do raio dos agricultores. Se chove, as cheias estragam as culturas, se faz sol as secas queimam tudo. Nunca estão contentes. E depois lá tenho eu que desencantar dinheiro para pagar subsídios. O que vale é que a maior parte deles não tem seguros e lá me vou safando. Mas mudando de assunto: Não pude deixar de te ouvir a fazer uns sons estranhos durante a noite. O que estavas a fazer?
PêPê: Eu? Sons estranhos? Não sei do que estás a falar...
Sãozinha: Vá lá, não sejas tímido. Estavas a brincar com ele, não estavas?
PêPê: Como é que descobriste? Fui assim tão óbvio?
Sãozinha: Embora seja beata de igreja, não sou parva de todo. Sei reconhecer um som de prazer. Mas a partir de hoje já não precisas de brincar sozinho. Eu brinco contigo sempre que quiseres.
PêPê: Não acho que seja boa ideia. Existem poucas pessoas a quem o tenha mostrado. É uma coisa muito pessoal.
Sãozinha: Ora, não sejas tímido. Prometo que não conto a ninguém. O que é isto que está encostado à minha perna? Que coisa tão rija. E está tão gelado, credo. Queres que o aqueça?
PêPê: Não mexas. não mexas. Ainda o estragas.
Sãozinha: Anda lá, deixa de ser assim. Eu prometo que sou meiguinha.
Pêpê: Não, já te disse que não podes brincar com ele. Larga-me! Baixa a crista, Sãozinha, se não ainda me paço da cabeça.
Sãozinha: Olha-me este! Deves ter a mania que és a ultima bolacha do pacote, não? Vai-te embora, se queres. Não sabes o que perdes. Só peço a Deus que te caia um raio em cima. Mariconço!

Sem perder tempo, no dia seguinte Sãozinha pensa que descobriu o segredo de PêPê e pede para o revelar em publico.
Sãozinha: Bem, eu penso que o segredo do PêPê é que ele brinca com o material antes de adormecer.
Voz: Esta é a voz! Especifique material.
Sãozinha: Oh! Voz, então. Material, mala, pipi, pilinha...
Voz: Esta é a voz, outra vez. O segredo de PêPê foi parcialmente descoberto. Ele brinca com um objecto antes de dormir, mas não é com a mala, nem com o pipi, nem com a pilinha. Assim sendo, serão depositados na sua conta apenas metade do prémio: um ordenado mínimo, com descontos feitos sobre o novo orçamento de estado para 2013.
Sãozinha: Que grande merda, isso nem chega a 400 euros. Bem, sempre é melhor que nada.

Depois destas imagens quentes está na hora de chamar o PêPê ao conficionário.
Teza: Olá, PêPê. Então, parece que o seu segredo foi parcialmente revelado.
PêPê: Olá, Teza. Pois foi, aquela mosca morta da Cristas parece que afinal de morta não tem nada.
Teza: Mas enganou-me bem, quando lhe disse que os olhos dela lhe faziam lembrar o mar, pensei que estava caidinho por ela. Mas, não. Conte-me lá, então. O mar enjoa-o?
PêPê: Desde pequeno que tenho um grande fascinio pelo mar, mas sempre tive medo das alforrecas e fico enjoado sempre que ando de barco.
Teza: E tudo isto nos leva ao seu segredo. Conte-nos lá qual é na verdade o seu segredo. Os portugueses estão com certeza em pulgas para saber qual o objecto com que brinca antes de dormir.
PêPê: Bem o meu segredo é que todas as noites antes de me deitar brinco com o meu... submarino miniatura. Como adoro o mar, mas enjoo a andar de barco, sempre sonhei em ter um submarino. Durante algum tempo foi impensável, visto serem muito caros, mas assim que fui eleito ministro da defesa, não exitei e comprei logo dois. No caso de um afundar, tinha outro, percebe.
Teza: Percebo, pois. E tudo isso com o dinheiro dos comtribuintes, não foi.
PêPê: Pois, só podia comprar aquelas grandes máquinas assim. Com certeza não ía pagar do meu bolso. Mas nem tudo foram rosas, porque logo a seguir veio a crise e fiquei sem dinheiro para o combustivel. De maneira que tive que emprovisar e comprar este, que paço a mostrar, em miniatura. Todas as noites não consigo pregar olho antes de brincar um pouco com ele.
Teza: Bem, PêPê, eu penso como todos os telespectadores devem estar a pensar, porque é que o PêPê não vai antes brincar com o piiiiiiiiiiiiiiii? Mas isso agora, não interessa nada. Volte lá para junto dos seus companheiros e cuidado com as brincadeiras. Olhe que com o país a ir ao fundo desta maneira, nem uma frota de submarinos nos salva.
Bem, amanhã há mais segredos para revelar na Barraca dos Segredos. Com certeza não vão querer perder pitada.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Relaxar - Preguiça ou hobby?

 Há muito que penso que o ser humano de um modo geral deixou de ser um animal racional para se tornar num mero robot. A azafama diária compromete coisas tão simples como o prazer de ouvir boa música, apreciar uma bela refeição ou simplesmente relaxar uns minutos em puro silêncio. E mesmo quando encontramos tempo para estarmos calmamente em sossego, parece que desaprendemos de apreciar a paz do momento. A cabeça não consegue desligar dos problemas e dos afazeres diários. Às vezes até parece que o nosso cérebro é uma agenda electrónica cheia de compromissos e de lembretes que, às mãos do cansaço, por vezes se apagam da memória. Sei que é assim há muito tempo e se não tivermos cuidado, a situação tem sempre tendência para piorar. Tudo isto se tornou mais evidente para mim por estes dias, em que estive sem televisão. O silêncio era quase assustador, não fossem os gritos e discussões dos miúdos. Não entendi bem se as discussões se deviam em parte à falta de TV que distrai as mentes mais rebeldes e todas as outras. O que é certo é que este tempo sem a caixa mágica obrigou-me a olhar para a minha filha mais nova, com um olhar mais atento. Dei por mim a cantar canções infantis, a desenhar (mal, claro está!) animais de todos os tamanhos e feitios, a dar-mos gargalhadas juntas por tudo e por nada. Podíamos dizer que a grande vilã da história é a malfadada televisão, mas não é bem assim. Os principais culpados somos nós que nos escondemos atrás dos problemas, do cansaço, dos afazeres e dos aparelhos electrónicos, para negligenciarmos os outros e a nós próprios. Tudo tem que ter o seu tempo. E que tal fazer uns compartimentos imaginários e deixarmos no trabalho o que pertence ao trabalho, em casa o que pertence à casa e dedicarmo-nos, nem que por uns breves instantes, ao que nos dá prazer? Pode até parecer loucura, mas se hoje lhe apetecer chegar a casa, fazer uma refeição super rápida e recostar-se no sofá, desligando do mundo, faça-o. De certeza que amanhã se sentirá muito melhor e com as energias redobradas. Lembre-se, que o que é preguiça para os outros, pode ser um hobby para si.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Professores: Uma luta de todos

Por mais que tente perceber o que pretendem os senhores que estão no poder, não consigo. Para falar verdade, já desisti de tentar, limitando-me como muitos de vós a lamentar. Não percebo muito de politica e nem tento, mas entendo que este país está a tomar um rumo contrário ao pretendido, numa altura em que se exige competitividade e crescimento social e económico. Quando se faz a 45º avaliação e meia da troika e mais não sei quantos ensaios e orçamentos de Estado, ficamos sempre a saber o mesmo: há que cortar mais. E onde? Pois está-se mesmo a ver: no ensino, na saúde e na segurança. Com mais cortes assim, qualquer dia teremos uma população analfabeta, coxa e sem nada para roubar. Sem colocar em causa a importância da saúde e da segurança, vou debruçar-me sobre a educação. Uma das soluções encontradas pelo Governo para "poupar" foi a da criação de mega-agrupamentos. Os mega-agrupamentos consistem em agregações de escolas secundárias com escolas básicas e primárias que, através da análise de características geográficas, população escolar, recursos humanos e materiais disponíveis, pode gerar escolas com o numero absurdo de mais de 3000 alunos. Sem contar com a mistura de idades que existirá e que duvido que seja benéfica para os alunos, temos o incontornável factor do despedimento colectivo de milhares de professores. Como se já não bastasse o facto de todos os anos viverem na incerteza de uma colocação em escolas muitas vezes longe da sua área de residência, agora pelo menos têm uma certeza: o desemprego. Mas falando dos "felizardos" que conseguem uma colocação, nem assim se prevê um mar de rosas. É que pertencendo ao Mega-agrupamento de "cascos de rolha", o professor tem que se deslocar por várias escolas. pertencentes ao dito agrupamento para poder dar aulas. Pergunto eu: e essas deslocações, são pagas? E, pergunto eu novamente, que qualidade de ensino tem o meu filho, ao estudar numa escola com 30 alunos por turma, com filas de espera intermináveis para ir à casa de banho, almoçar no refeitório, ou comprar algo na papelaria? Que qualidade de ensino pode ter o meu filho, quando o professor deixar de o ver como um aluno e o passar a ver como um miúdo estúpido e mal comportado, tudo porque não suporta as condições de trabalho que tem? Todos nós sabemos que ninguém produz satisfatoriamente sem ter um ambiente de trabalho minimamente agradável e frutífero. E mais cedo ou mais tarde, quem vai pagar por isso é o mais fraco, ou seja, os alunos. Mas não nos podemos esquecer do essencial: não é por não sermos professores que devemos lavar as nossas mãos deste problema. Isto nunca deveria ser considerado uma luta de professores, mas sim de professores, encarregados de educação, associações de pais e todos aqueles que acreditam que o futuro está nas mãos das gerações vindouras. Não basta ouvirmos as noticias e agradecermos a Deus por não estarmos na pele de um professor. Temos que nos fazer ouvir e rejeitar esta politica de poupança que apenas nos tira os direitos e não nos dá nada em troca. De que vale aumentar o tempo de escolaridade obrigatória para 12 anos se não temos meio de ensinar com dignidade, se as famílias cada vez mais não conseguem fazer face às despesas com educação? Tudo isto é um ciclo vicioso que se vai perpetuando e mais cedo ou mais tarde, as escolas vão ser autênticos depósitos de jovens, forçados a estar ali, mas sem a mínima preparação para a vida. Os pais têm que trabalhar e por isso os miúdos têm que ficar mais tempo na escola, mas os professores faltam e os que não faltam pouco ou nada ensinam, pois não existem condições para tal. O tempo de qualidade das famílias cada vez se resume mais a um serão em frente ao televisor ou ao computador. Todos andamos cansados e desanimados, de braço dado com uma comunicação social que não tem nada para mostrar além de assassinatos, políticos corruptos, pedófilos e assaltos violentos. Mas mesmo assim, temos que fazer um esforço conjunto para que algo mude. Somos nós que pagamos os salários de quem está na Assembleia da Republica. Temos que ser nós a decidir que futuro queremos para os nossos filhos. Basta de cortes na educação, saúde e segurança. Basta de cortes onde não se pode cortar mais. Cortem nos ordenados chorudos e nos carros e casas de luxo. Cortem no numero de ministros, de secretárias e motoristas. Cortem nos cartões com plafons exorbitantes em "despesas de representação". Vendam o palácio de São Bento e todos os edifícios que apenas servem de fachada a um país que tem fome e precisa urgentemente de competir com o mundo de uma maneira mais saudável com vista a um desenvolvimento seguro. Cortem em tudo o que não for imprescindível, mas nunca no desenvolvimento intelectual de uma nação, sob pena de levarem essa mesma nação à extinção absoluta. 

Bibliografia: http://www.uni-vos.com/educacao14.html

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fui eu, mas não estava lá


 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Ou mudam-se os preços e descem os valores. Seja como for, fiquei feliz por saber que o furacão do jet-set, José Castelo Branco, finalmente se curou do seu ataque de amnésia. Parece que depois do video das orgias ter sido colocado num site porno e ter sido visitado por mais de 60 mil pessoas, a memória do socialite voltou ao lugar. As desculpas foram mais que muitas durante todo o processo de falta de memória: primeiro não era ele, mas sim um sósia, depois foi drogado e não estava no seu juízo perfeito, em seguida, ameaçou processar o empresário e a esposa por terem filmado as cenas, e finalmente assumiu que sim, que fez o que todo o mundo faz e até já fala em virar actor pornográfico. Pode até ser que Castelo Branco tenha finalmente encontrado a sua vocação. Já estou a imaginar os títulos: "Entrando no Castelo"; "Será carne ou será peixe"; "O Branco de neve e Os sete anões"...
Não sei se intencionalmente, ou não, ontem pude assistir a uma reportagem na televisão sobre o jet-set. Claro que Castelo Branco e Lili Caneças foram as estrelas da peça. Basicamente fiquei a saber o mesmo que sabia sobre estas personagens e o que é ser jet-set. Parece que é alguém que vai a muitas festas e que se passeia por entre os demais convidados com as melhores marcas de roupa e de assessórios. Dizem as más línguas que muitas dessas peças são alugadas, o que deve ser um trauma, pois passar uma noite inteira com medo de entornar algo em roupas de estilistas conceituados, deve ser um pânico. Fora isso, é comer e beber, largar umas chalassas e falar da vida alheia por entre cocktails e risos falsos. E depois? E na vida real desta gente? Será que pelo meio de escândalos, festas e roupas caras, existe lugar para a vida real? A que horas do dia deixarão cair a máscara e se assemelharão aos comuns mortais? E ser do jet-set é assim tão importante para render um património milionário às editoras de revistas cor de rosa? Não será bem mais rentável termos a nossa vidinha pacata, podendo estar rodeados de quem amamos, ao invés de gente falsa que parece rir-se para nós, quando está na verdade a rir-se de nós? Será assim tão importante a nossa imagem aos olhos dos outros, quando na intimidade nos portamos como animais com o cio? Impulsos sexuais, tendências sexuais, fetiches e paranóias, todos nós temos. Mas não penso que seja assim tão importante que toda a gente saiba o que fazemos na vida privada. Existe muito gente que todos os dias aparece na televisão e nos jornais e não necessita de se expor assim. Mas infelizmente, o jet-set alimenta-se dos que compram essas revistas e que preferem ler sobre o ultimo capitulo da vida da Floribela do que assistir a uma peça de teatro ou ver um bom concerto. A desculpa é a falta de dinheiro, mas se fizerem contas ao que gastam para ler sobre a vida dos outros, vão ver que até saía mais barato investir numa ida ao teatro, ao cinema ou a um concerto. E para quem alega não ter tempo, tente trocar o tempo que perde a ler essas revistas, por um bom livro. A cultura cabe em todo o lado e nunca é demais. E para que não me chamem hipócrita, aqui vai o meu agradecimento ao Senhor(?) Castelo Branco, por me dar um tema sobre o qual escrever.



domingo, 26 de agosto de 2012

Deus escreve certo por linhas tortas


É engraçado analisar o que se passa hoje em dia em termos de gostos  e apetências culturais. Às vezes até parece que as tendências se alteraram e em vez do belo e do espectacular, dá-se preferência ao mau gosto e ao bizarro. Existem inúmeros casos que comprovam isto, mas ultimamente existe um em particular que está a dar muito que falar. Não, não estou a falar na nova musica da Fanny, antiga concorrente da Casa dos Segredos. Embora esse também seja um bom exemplo de mau gosto. Falo da pintura de Jesus Cristo que foi "restaurada" na agora famosa igreja de Borja, em Espanha. Ao que parece a Dona Cecília Gimenes de 80 anos de idade, frequentadora assídua desta igreja, já não podia ver a imagem de Cristo, pintada no século XIX por Elias Garcia Martinez, deteriorada e gasta pelo tempo. Vai daí, decidiu "retocar" a dita obra, com a melhor das intenções. Mas como de boas intenções, está o inferno cheio, parece que em vez de um retoque, lhe deu umas valentes estaladas, visto que a dita pintura agora parece tudo menos o Jesus Cristo. O que é certo, é que contra todas as expectativas, a mudança de visual de Nosso Senhor, virou noticia mundial e assunto muito comentado nas redes sociais. Além disso, os turistas de todo o mundo fazem fila para fotografar a obra, o que valeu àquela pacata cidade uma afluência muito positiva. Lá diz o ditado que Deus escreve certo por linhas tortas e conhecedor das boas intenções de Cecília, não só a fez uma das mais populares mulheres do mundo, como também trouxe uma nova vida para todos os habitantes da cidade de Borja. No entanto, existem muitas pessoas que condenam esta senhora. Já vi comentários no Facebook que dizem que isto é obra do diabo, tentando explicar o que pode ter corrido mal com a restauração. A meu ver, errar é humano e Cecília já mostrou todo o seu arrependimento. Além disso já existem por aí muitos interessados em praticar as mesmas técnicas de pintura  da octogenária, colocando caras desfiguradas em tudo o que é sitio, satirizando assim com o ocorrido. Nem a ultima ceia escapou, e finalmente conseguiram tirar aquele sorriso amarelo à Mona Lisa.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O que queres ser quando fores grande?


  


O Correio da Manhã noticiou hoje que um perigoso gangue composto por 8 pessoas e suspeito de praticar vários crimes violentos, foi capturado. Até aqui, tudo "normal", não fosse o facto de todos eles estarem a ser subsidiados pelo Estado português. Se não pensarmos que estamos a falar  do dinheiro dos contribuintes que anda nos bolsos errados, poderia dizer-se que ladrão que rouba a ladrão, tem 100 anos de perdão. Parece que este gangue usou várias identidades falsas para pedir e obter o Rendimento Social de Incersão. Um deles até foi preso com uma identidade falsa e fugiu da cadeia, tendo um mandato de captura em seu nome desde 2004. O que me espanta não é a facilidade de qualquer um em conseguir dar a volta ao sistema, mas sim a facilidade com que o Estado nos exige cada vez mais esforços, para depois dar dinheiro a criminosos e a pessoas que não querem trabalhar. Sim, porque há uma diferença entre um criminoso e um preguiçoso. Deve ter dado um trabalhão falsificar aqueles documentos, e ainda mais o tempo de espera nos corredoras da Segurança Social. Digo isto porque para alterar uma simples morada passamos lá o dia todo, nem quero pensar quanto tempo demora pedir uma dúzia de Rendimentos Sociais de Incersão. Alem disso, os assaltos deram uma trabalheira, visto que só em Janeiro praticaram 52. E ainda dizem que não há trabalho. Parece que 6 destes detidos ficaram em prisão preventiva, um outro foi obrigado a apresentações periódicas ( que é o mesmo que dizer, podes roubar, mas tens que cá vir uma vez por semana), e o ultimo, menor com 15 anos, foi posto em liberdade por não ter idade legal para ser julgado criminalmente. Parece que o moço apenas tinha idade para conduzir os Mercedes e BMWs roubados nos assaltos.
Contrastando com esta noticia, vem uma outra, também do Correio da Manhã, que diz que há nadadores salvadores que ganham 2,50 euros à hora com horários de 10 e 11 horas diárias de trabalho. Bem, 25 euros por dia para salvar vidas, parece-me bem...
Mas tal como disse o Primeiro Ministro, temos de encarar estas coisas como uma oportunidade de mudança e, digo eu, com alguma estupidez natural. Ora esta pode bem ser uma boa oportunidade para repensarmos o que queremos para o futuro dos nossos filhos. Se dantes um filho seu lhe viesse dizer que queria ser nadador salvador, provavelmente responderia que era uma profissão muito nobre, pois salvaria vidas. Mas agora, posto isto, penso que se um dia um filho disser a um pai que quer ser nadador salvador, a resposta será mais ou menos assim:
"Tás parvo? Vê-se mesmo que não queres fazer nenhum! Quer dizer, só trabalhas no verão e é mais para o bronze que outra coisa, recebes uma miséria e continuas a viver às minhas custas por mais uns tempinhos, não é? Vai mas é trabalhar! Bom para ti é entrares para um gangue. Tás com 14 anos e até aos 18 ainda podes ganhar uns bons trocos sem ires preso. Comida e roupa lavada não te preocupes que a gente pede um Rendimento Social em teu nome e tá garantido. Depois é só fazeres-te à vida e gamar tudo o que puderes. Quando fores maior de idade, já tás lançado."


(Imagens retiradas da Internet)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mensagem de esperança




Os horóscopos que vêm nos jornais e nas revista são como os filmes de acção: se lermos um, sabemos de cor todos os outros. Todos dizem o mesmo e quase nunca batem certo. No entanto, consciente ou inconscientemente moldam o nosso humor e disposição. Hoje por exemplo, o meu horóscopo dizia que teria uma noticia que mudaria finalmente a minha vida para melhor. Li-o logo de manhã e confesso que me senti bem e inspirada para mergulhar num aglomerado de tarefas rotineiras, na esperança do meu prometido prémio. São sete horas da tarde e de noticias que mudassem a minha vida positivamente, nem sinal. Não sei se posso contar com a conta da TV cabo que me esperava na caixa do correio. Mas não vejo melhoras nenhumas. Continuo a pagar uma exorbitancia. Em caso de optimismo, posso sempre pensar que se anteciparam e que amanhã (sexta-feira) vai finalmente sair o Euromilhões. Em caso de pessimismo, bem... tudo tem estado a correr na normalidade da vida de um pobre pela mesma ordem de sempre: toque do despertador, trabalho, regresso a casa, um bocadinho de PC, cozinha, televisão, cama.
Seja como for, a esperança é a ultima a morrer. (Gostava que a minha mãe me tivesse dado esse nome).
Além disso, até à meia noite, ainda é hoje. Pode ser que ainda receba a tal mensagem que irá mudar a minha vida. Só espero que não seja alguma mensagem do além.


(Imagem retirada da Internet)