Atenção a todos os videntes do mundo e em particular do país: existe um novo adivinhador entre nós, com capacidades extra-sensoriais. O seu nome é Paul e acreditem ou não, é um... polvo. Tudo indica que este animal tem poderes para além da nossa compreensão e que tem acertado antecipadamente em todos os resultados do Mundial de futebol. Agora começa a confusão; todos querem saber o que o futuro lhes reserva e Paul já não tem tentáculos a medir com os inúmeros pedidos de consultas. Os portugueses, em especial querem saber quando acaba a crise no país e quando deixarão de ter políticos corruptos. Ao que se sabe, depois destas perguntas, o polvo respondeu que apenas consegue ver o futuro dentro do prazo de 2 séculos, pelo que não sabia responder. Sobre o futebol, perguntaram-lhe quando seria Portugal campeão do mundo; respondeu que seria quando José Mourinho fosse treinador da selecção. Agora falando sério: como será possível que esta criatura consiga acertar nas bandeiras vencedoras? Sempre se disse que Deus escreve certo por linhas tortas, mas se fomos feitos à sua imagem, porque daria o criador poderes a um polvo e não a um ser humano? Talvez porque duas mãos e dois pés não fossem o suficiente para lidar com o futuro. Talvez seja preciso uma grande cabeça e oito tentáculos.
Bem vindos!
Conta-me histórias é um blog onde vos mostro alguns dos meus trabalhos e onde podemos falar de tudo um pouco. Apresenta certos assuntos que acho relevantes e interessantes, sempre aberta a conselhos da vossa parte no sentido de o melhorar. Obrigado pela vossa visita. Fico à espera de muitas mais.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Quem quer viver até aos 1000 anos?
Aubrey de Grey, um investigador britânico, afirma que num futuro próximo, o ser humano poderá não envelhecer e viver até aos mil anos. Segundo este investigador, através de técnicas de medicina regenerativa, será possível evitar a degradação das células e assim prolongar a vida. Agora, pergunto eu: quem está disposto a viver mil anos, nos dias que correm? Embora fosse bom sabermos que tínhamos tempo para conhecer as 10 gerações seguintes, que qualidade de vida teríamos? Seria talvez uma boa noticia para o Governo, porque em vez de nos podermos reformar aos 65 anos, podíamos fazê-lo aos 900. Isto para quem tivesse emprego, porque da maneira que está o desemprego em Portugal, teríamos 900 anos de pobreza. Tal como Aubrey referiu, teríamos de ser submetidos a técnicas de medicina regenerativa, tratamentos que são dispendiosos, o que me leva a pensar, que só um grupo de previligiados poderia alcançar tal feito. E assim teríamos os ricos e poderosos a viver para além das marcas e os pobres a serem extintos. Um dos argumentos deste investigador é que uma das principais causas de morte no mundo é o envelhecimento, e que os Estados gastam muito dinheiro com os idosos. Com certeza que não se referia ao nosso país, pois a avaliar pelas reformas miseráveis e pelos preços que inúmeras famílias têm que pagar em lares, não entendo no que gasta o estado com a população mais velha. Aubrey diz ainda que isto não garante a vida eterna, pois podemos morrer de um acidente ou de alguma infecção. Aqui reside a ironia do destino: uma pessoa gasta rios de dinheiro em tratamentos regenerativos e um belo dia ao sair de casa, é atropelado por um autocarro. O que só prova a minha teoria de que não somos nós que mandamos no nosso tempo de vida. No dia que estiver marcado, não há ciência nem tratamentos que nos valham. Por mais que o Homem brinque a Deus, estamos a anos luz de compreender os seus feitos. Porque não, em vez de nos preocuparmos com o tempo de vida, não nos voltamos para a qualidade de vida no tempo que nos resta? Provavelmente, porque é mais trabalhoso e não dá tanto lucro aos Estados.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Compras pela net
Aqui há tempos falei-vos de outro modo de adquirir os meus livros, através da editora Euedito. Pois bem, venho agora dizer-vos que existe outro sitio onde os podem comprar pela Internet. Através da Amazon, podem adquiri-los, embora a um preço mais elevado, com mais comodidade. Deixo aqui os links aos quais se podem dirigir para recebê-los.
Animais de A a Z - http://www.amazon.com/gp/product/9899675903
Profissões de A a Z - http://www.amazon.com/gp/product/9899675911
Brevemente darei mais noticias sobre um novo livro, deste feita para o publico adulto, e que está quase pronto. Posso desde já deixar aqui o título, para vos aguçar a curiosidade.
Chama-se "O principio de um fim qualquer".
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Chama-se "O principio de um fim qualquer".
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Prisioneiros da liberdade
Quando era pequena, muitas vezes disse que quando crescesse levaria a minha vida de uma maneira muito diferente da dos meus pais e de alguns adultos que conhecia. Através dos meus olhos de criança, não existiam barreiras, nem dificuldades e tudo era fácil. Não via a hora de fazer 18 anos em busca da tão desejada liberdade. Da tão ansiada vida adulta. É engraçado como pensamos que pelo simples facto de fazermos 18 anos, a nossa vida começa cheia de possibilidades e sem pedras pelo caminho. Hoje sei que temos a necessidade de pensar assim, pois se provássemos de antemão o gosto das dificuldades futuras, nunca teríamos vontade de crescer. Como muitas outras pessoas, fui obrigada a crescer depressa demais. E o que eu pensava ser uma aventura, depressa se tornou numa obrigação. Comecei a trabalhar com 17 anos, e embora o facto de receber dinheiro me desse algum alento, cedo descobri que era pouco para tudo o que queria ou precisava. Depois veio a fase de namorar e viver em casa dos pais. Não se pode isto, não se deve aquilo e num instante estamos a desejar ter o nosso canto, onde podemos viver felizes para sempre, sem ninguém para nos incomodar. Compramos uma casa, e começam as despesas fixas, aquelas que não podemos falhar. No inicio é uma maravilha, casa nova, muitos amigos ao jantar, privacidade para namorar. Depois vem o desejo de viajar nas férias, mas nem sempre o dinheiro chega e por isso, vamos ficando por casa, ou fazemos um crédito e não pensamos em nada até à primeira prestação. Sem darmos por isso, já estamos embrulhados em contas para pagar. Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Começam as discussões, umas vezes por falta de maturidade, outras por falta de dinheiro, outras ainda por falta da adrenalina do começo de vida. Os dias passam a ser todos iguais e o único fundamento é trabalhar para pagar contas. Quando há filhos pelo meio, aguentamos o barco com medo de lhes faltar algo. Quando não, muitas vezes a única saída que encontramos é a separação, como se resolvesse alguma coisa. O recomeço parece sempre promissor, mas nem sempre é assim. Agora somos mais maduros, mas com mais medo de falhar de novo e com mais encargos do que quando começamos a viagem. Afinal, acabamos por ficar prisioneiros da tão desejada liberdade.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Para Ti
No mais escuro dos abismos
Vislumbrei a tua luz
Envergonhada e trémula de inicio
Logo se transmutou em aconchego
Senti o envolvimento do teu manto
Esse manto de porto seguro
Que me leva ás lágrimas
Que me jura compreensão eterna
Foi no teu colo de sabedoria
Que encontrei a calma
Foi nas linhas da tua mão
Que escrevi o meu caminho
Foi no teu rosto
Que conheci a verdadeira arte
Estás em mim como sangue
Circulando vida e amor
Já não receio perder-te
Pois sei que estarás sempre
À distancia de um pensamento
Vislumbrei a tua luz
Envergonhada e trémula de inicio
Logo se transmutou em aconchego
Senti o envolvimento do teu manto
Esse manto de porto seguro
Que me leva ás lágrimas
Que me jura compreensão eterna
Foi no teu colo de sabedoria
Que encontrei a calma
Foi nas linhas da tua mão
Que escrevi o meu caminho
Foi no teu rosto
Que conheci a verdadeira arte
Estás em mim como sangue
Circulando vida e amor
Já não receio perder-te
Pois sei que estarás sempre
À distancia de um pensamento
terça-feira, 15 de junho de 2010
História mal contada
Há coisas que me fazem muita confusão. Ontem ao ler um blog de uma amiga, vi que existem cada vez mais duvidas entre as novas gerações, sobre a bíblia e aquilo que a igreja vem defendendo ao longo dos anos. O que me levou a pensar no principio da criação. Ora se Adão nasceu da terra e a Eva nasceu da costela do Adão, porque não continuou a ser assim. Quanto a vocês não sei, mas do meu ponto de vista, não me importava nada de dispensar as dores de parto aos homens. Ah! Mas isso foi porque a Eva comeu a maçã envenenada. Outra coisa que não entendo. Se a árvore do fruto proibido, personificava o mal, porque foi Deus criá-la? É o mesmo que um pai dizer ao filho que o fogo queima e logo em seguida dar-lhe uma vela acesa para brincar. E a cobra? Essa então é de morte! Toda a gente sabe que as mulheres fogem a sete pés das cobras. Mas a Eva, não. Até fez amizade com a cobra que lhe ofereceu a maçã. E o Adão? Não mandava nada lá em casa? Foi seduzido pela mulher para comer a maçã. Não me parece. A Eva não precisava de o seduzir para nada, se não vejamos; o Adão não tinha uma boa conta bancária, concorrencia da mulherada, não havia, nem sequer tinha que o dividir com a sogra, para quê seduzi-lo? Está tudo muito mal contado. A única coisa que me deixa feliz e orgulhosa de ser mulher, é que se foi assim que aconteceu, Deus primeiro fez um esboço, criando o homem e em seguida fez a obra prima, criando a mulher. Em todo o caso,nota-se à légua que esta história foi escrita por homens. Tá muito mal contada.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Plano de vacinação: civismo e tolerância
Se há coisas que me tiram do sério, são as faltas de respeito e de civismo. Fico passada quando estou, por exemplo numa fila para qualquer coisa e há alguém que se faz de parvo e se mete na minha frente. Ainda no outro dia, fui a uma bomba de gasolina e ao entrar na loja para pagar, fiquei logo mal disposta com a quantidade de gente que tinha à minha frente. Como se não bastasse, houve uma senhora, que foi passando por toda a gente e que se meteu mesmo à minha frente como se eu fosse invisível. Seguiram-se uns momentos de indecisão na minha cabeça; provavelmente iria apenas fazer alguma pergunta. Mas, não. Com o ar mais natural do mundo, pagou a sua conta e saiu. Fiquei parva, sem reacção com tamanha lata. Pensei em discutir, mas às vezes chego à conclusão que é o que estão à espera que se faça e por isso, nem digo nada. Por outro lado, já me aconteceu chamar a atenção de alguém que me passa à frente e ouvir a típica desculpa esfarrapada: "Ah! Estava na fila? Desculpe, que não vi." Dá vontade de responder: "Não! Estava só a ver as montras. Esteja à vontade!". Quando estava grávida, então, bancos reservados nos transportes públicos era para esquecer. Quem vinha sentado nesses bancos devia ter a doença do sono súbito; quando olhava do lado de fora do comboio, via as pessoas acordadas, mas assim que entrava com o meu enorme barrigão, já estavam a dormir com a cabeça encostada ao vidro. Sempre ouvi dizer que a gravidez dava sono, mas nunca pensei que fosse nos outros. Claro que nesse caso, muitas vezes "acordei" a pessoa a fim de me dar o lugar, ao que me chegaram a perguntar: "Ah! Está grávida?" Ao que me apeteceu responder: "Não! Acabei de almoçar, estou inchada." E que dizer das prioridades nas filas dos super mercados? Normalmente, nunca peço a vez nas caixas, porque se não pudesse ir ás compras por estar grávida ou por ter uma criança ao colo, pura e simplesmente não ia. Mas muitas vezes, são os próprios funcionários que nos dizem para passar à frente; coisa que faço com agrado. O que se vê em seguida, são inumeras caras de enjoo, por terem de esperar mais 5 minutos. Sinceramente, já me preocupei mais com isso, mas não deixa de ser interessante observar o egoísmo das pessoas. Outra que adoro é a do vizinho que está farto de nos ver entrar e sair do prédio, nem sequer nos dá os bons dias e no dia em que vou a entrar no prédio, cheia de sacos do Pingo Doce, deixa a porta fechar-se mesmo na minha cara. Se não fosse o facto de correr o risco de ficar sem as mercearias, largava os sacos no meio da rua, só para lhe olhar na cara e chamar-lhe palhaço.Tudo isto era evitado, se todos tomassem de vez em quando umas boas doses de civismo e de tolerância em relação ao próximo.
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